AMANDA PEROBELLI/ESTADAO
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Bombeiros confirmam buscas pelo sexto desaparecido de prédio que desabou

Parentes de Artur Hector de Paula procuraram a polícia para relatar desaparecimento. Vizinhos viram o homem no prédio no dia do incêndio. Até agora, um corpo foi encontrado

Isabela Palhares, O Estado de S.Paulo

07 Maio 2018 | 17h45
Atualizado 07 Maio 2018 | 18h42

SÃO PAULO - O Corpo de Bombeiros confirmou a busca pelo sexto desaparecido nos escombros do prédio Wilton Paes de Almeida, que desabou após um incêndio na madrugada da terça-feira, 1. Parentes de Artur Hector de Paula, de 46 anos, que morava no local, registraram um boletim de ocorrência nesta segunda-feira, 7, para informar o desaparecimento. Até agora, só um dos procurados foi encontrado: trata-se de Ricardo Oliveira Galvão Pinheiro, morador que os bombeiros chegaram a tentar resgatar na madrugada da ocorrência. 

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Irani de Paula diz que está há uma semana tentando localizar o sobrinho. Ela não tinha certeza se o rapaz estava no edifício, porque há dois meses outro familiar tentou contato com ele para cobrar uma dívida e não o encontrou no local. "Busquei por ele essa semana toda, fui em todos os lugares que me indicaram, hospitais, abrigos. Não o encontrei e os vizinhos me relataram que o viram no prédio na noite do incêndio", contou Irani. 

Lohane Mickely, de 37 anos, conta que conversou com Artur no pátio do prédio na noite anterior ao incêndio até pouco antes de meia noite. Ele teria subido ao seu apartamento para buscar um isqueiro e ela foi dormir. "Não o vi mais desde o acidente." "Artur é a sexta pessoa que temos informação concreta de que estava no local", disse o capitão Marcos Palumbo, porta-voz dos bombeiros.

Os bombeiros ainda buscam por Selma Almeida da Silva, de 48 anos, e seus dois filhos gêmeos (Welder e Wender, de 9 anos), que estariam no 8° andar do prédio. Também entraram na lista oficial de desaparecidos mais duas pessoas: Eva Barbosa Silveira, de 42 anos, e Valmir Souza Santos, de 47. No total, 49 pessoas não foram encontradas, mas não são consideradas oficialmente desaparecidas, já que não há confirmação de que elas estavam no prédio no momento do incêndio.

O prédio, de 24 andares, desabou durante um incêndio de grandes proporções no Largo do Paiçandu, no centro de São Paulo, na madrugada de terça-feira, 1º. Segundo a Polícia Civil, um curto-circuito em um barraco no 5º andar deu início ao incêndio

Expulso. Os moradores do prédio Wilton Paes de Almeida expulsaram no fim da tarde desta segunda-feira Ricardo Luciano Lima, o Careca, que se identificava como liderança do Movimento de Luta Social por Moradia, do acampamento no Largo do Paiçandu. Eles dizem que Lima estava proibindo moradores de relatarem à Polícia Civil e à imprensa que pagam aluguel na ocupação. Depois de uma discussão com uma moradora, Lima foi expulso do local. Outras duas pessoas, que se identificavam como lideranças, também deixaram o acampamento.

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