REUTERS/Paulo Whitaker
REUTERS/Paulo Whitaker

Bombeiros concentram buscas na parte de trás do prédio que desabou

Segundo os bombeiros, há maior probabilidade de encontrar pessoas com vida na região do edifício Wilton Paes de Almeida que não foi afetada pelo fogo

Isabela Palhares, O Estado de S.Paulo

05 Maio 2018 | 10h06

O Corpo de Bombeiros intensificou na manhã deste sábado, 5, o trabalho de busca por vítimas na parte traseira do prédio Wilton Paes de Almeida. Segundo o porta-voz da corporação, o capitão Marcos Palumbo, como as chamas não alcançaram a parte de trás do edifício, nessa região há maior probabilidade de localizar vítimas com vida.

Na sexta-feira, 4, foi localizado o corpo de Ricardo Oliveira Galvão Pinheiro, que não apresentava ferimentos por queimadura. "O corpo estava muito afetado pela queda e por ter sido atingido pelos escombros, mas não por queimaduras. Também na parte posterior encontramos roupas e móveis que não estavam queimados", disse Palumbo.

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Cinco pessoas são consideradas desaparecidas. "Segundo o relato dos moradores, as vítimas estavam até o quarto andar. Nós temos que retirar o entulho até chegar à altura desse pavimento para acessar essas possíveis vítimas. A vítima que localizamos estava no 16º andar, ou seja, precisamos retirar o entulho de mais de 10 andares".

Segundo o capitão, os bombeiros estão trabalhando com a "remoção seletiva de entulho". Uma escavadeira é usada para puxar o material da parte central do edifício e a outra retira após análise.

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Todo o entulho está sendo levado para um aterro que a Prefeitura separou especificamente para o material do prédio. "Retiramos cerca de 200 a 250 toneladas de materiais por dia e encaminhamos para um aterro separado para a perícia e para uma possível retirada de objetos posteriormente."

O comandante geral da Polícia Militar Marcelo Vieira de Sales disse que o Corpo de Bombeiros localizou no subsolo do prédio uma possível célula de sobrevivência, mas nenhuma vítima foi encontrada no local até o momento. 

"Os bombeiros fizeram uma prospecção e encontraram um espaço, onde ficava a garagem do edifício. Enquanto houver essa situação, temos que acreditar (que vítimas podem ser encontradas). Esses dados técnicos norteiam os trabalhos", disse .

O tenente coronel Humberto César Leão informou que na manhã deste sábado a corporação reforçou o isolamento na igreja luterana a pedido do pastor Frederico Carlos Ludwig para que os materiais fossem guardados. "Isolamos porque o pastor pediu todo cuidado possível com esse material para que seja usado na reconstrução da igreja, que tem uma enorme importância histórica. Os tijolos, revestimentos estão sendo separados para essa possível utilização". Ele ainda disse que não há mais risco de nova queda na igreja. 

Doações

Apesar da Cruz Vermelha ter pedido para que as doações aos moradores fossem encaminhadas para sua sede, muitas pessoas continuam levando roupas, comidas e brinquedos para a praça que fica em frente ao prédio que desabou. Os integrantes do MLSM montaram uma estrutura de bambu para concentrar as doações. A pilha de roupas já atinge mais de um metro de altura.

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A Cruz Vermelha também organizou um passeio neste sábado para as crianças que estão no acampamento da praça. Eles vão ao Sesc 24 de Maio. 

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