Bombeiros ainda buscam dois desaparecidos

Equipes procuram Antônio Wellington Teixeira da Silva e Claudemir Viana de Freitas que estavam no local do desabamento

Mônica Reolom,

29 de agosto de 2013 | 00h11

A equipe do Corpo de Bombeiros trabalha ininterruptamente na Avenida Mateo Bei, na zona leste, desde as 8h30 da manhã de terça-feira, 27, quando um prédio em obras desabou, deixando ao menos 8 mortos. As buscas continuarão até que sejam encontrados Antônio Wellington Teixeira da Silva, de 20 anos, e Claudemir Viana de Freitas, de 28, que estavam no local.

Na terça, 120 profissionais participaram da operação de resgate, que tirou dos escombros 26 feridos e 8 mortos. Nesta quarta, 91 bombeiros se revezavam na busca pelos dois últimos funcionários. A equipe, dividida em oito grupos, faz um trabalho demorado.

Para chegar ao local onde podem estar os desaparecidos é preciso passar por uma laje de cerca de 30 cm de altura, que deve ser quebrada com cuidado. "O terreno ainda está instável", disse o capitão Marcus Palumbo. O concreto é partido com martelete (um tipo de martelo) e os entulhos são retirados com baldes, manualmente.

O major Anderson Lima, um dos comandantes da operação, ficou acordado por mais de 30 horas, desde que o resgate começou. Segundo ele, os bombeiros estão focados em três pontos do terreno: a área onde ficava o almoxarifado, outra em que estava o poço do elevador e o local em que se manuseava uma betoneira.

Os bombeiros chegaram aos três pontos usando o depoimento de um sobrevivente, o mestre de obras Rubens Moreno, que deu pistas de onde os operários estavam no momento da queda. Cães farejadores também foram usados.

Na manhã desta quarta, a equipe usou um aparelho chamado Life Protector, que consegue captar vibrações, e uma câmera de vídeo em infravermelho, capaz de penetrar em pequenas áreas. Os bombeiros se comunicavam por apitos. Quando há o sinal de um apito, todos ficam em silêncio e tentam identificar sons que levem às vítimas. Quando há dois apitos, significa que nada foi encontrado.

 

Limpeza. Na manhã desta quarta-feira, começou a limpeza na Avenida Mateo Bei. Mesmo assim, o comércio permanecia fechado e as pessoas precisavam usar as vias paralelas enquanto o Corpo de Bombeiros prosseguia com o resgate. Retroescavadeiras removiam parte do entulho nas calçadas e veículos atingidos eram guinchados./ COLABOROU LUCIANO BOTTINI FILHO

Tudo o que sabemos sobre:
desabamento

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.