Bombeiro é morto em SP a chutes por não emprestar isqueiro

Agressor foi preso em flagrante e confessou o crime na delegacia; a polícia também apreendeu 27,4 gramas de cocaína com o criminoso

O Estado de S. Paulo

13 de outubro de 2014 | 09h14

SÃO PAULO - Um bombeiro foi morto a chutes por um homem, após se negar a emprestar um isqueiro na Rua Espírita, na região do Cambuci, no centro da capital paulista. O crime aconteceu por volta do meio-dia do sábado, 11. A vítima, Walter Shigueru Imamura, de 50 anos, chegou a ser levada para o pronto-socorro do Hospital Vergueiro, mas não resistiu. Preso em flagrante, o agressor confessou o crime.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), quando policiais militares chegaram ao local para atender a ocorrência, encontraram a vítima caída no chão, com a cabeça ensanguentada. O Corpo de Bombeiros, então, teria prestado os primeiros socorros e Imamura foi levado ao hospital.

Testemunhas da agressão teriam informado à Polícia Militar as características do suspeito. Durante buscas na região, que contou com apoio do Helicóptero Águia da PM, os policiais encontraram o ajudante-geral Leonardo Varela da Silva, de 28 anos, na Rua Muniz de Sousa, na Liberdade, também no centro, próximo ao local do crime.

Segundo os policiais, o agressor tentou fugir assim que avistou os policiais. Ele teria corrido para os fundos de uma pensão, subido em um telhado e, depois, pulado para casas vizinhas, de muro em muro. Durante a fuga, ele teria derrubado uma cerca de arame farpado nos fundos de um dos terrenos invadidos. Por fim, Silva ainda tentou se esconder atrás de algumas árvores, mas foi preso pelos policiais.

À Polícia Civil, o criminoso contou que passava pela Rua Espírita, onde pediu um isqueiro emprestado ao bombeiro. O homem teria negado o pedido. Logo depois, Silva teria dado um chute nas costas da vítima que, caída, ainda recebeu outros dois golpes na cabeça.

Com Silva, os policiais também apreenderam 27,4 gramas de cocaína. O caso foi registrado como homicídio qualificado e apreensão de drogas sem autorização no 8º Distrito Policial (Brás/Belém). O corpo do subtenente foi enterrado no domingo, 12, em Piracicaba.

Violência. A cada seis policiais militares assassinados neste ano, cinco estavam de folga e apenas um trabalhando, apontam dados da Polícia Militar. Entre janeiro e agosto, nove PMs foram mortos em atividade, enquanto 48 agentes foram assassinados fora do horário de trabalho - número que representa 84,2% desses homícidios em 2014.

Em 2013, a maior parte dos assassinatos de policiais militares também aconteceu em períodos de folga. A proporção no mesmo período no ano passado, contudo, foi um pouco menor: a cada cinco mortos, apenas um estava trabalhando. Já considerado o ano inteiro, 20 policiais foram mortos em serviço (27%), contra 54 de folga (73%). 

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