Adriano Machado/Reuters
Adriano Machado/Reuters

Bolsonaro lamenta morte de inocentes em baile funk em Paraisópolis

Nove pessoas morreram pisoteadas durante tumulto após ação da Polícia Militar na comunidade na madrugada de domingo

Mateus Vargas, O Estado de S.Paulo

02 de dezembro de 2019 | 11h30

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro lamentou nesta segunda-feira, 29, a morte de nove pessoas pisoteadas durante tumulto após ação da Polícia Militar em um baile funk na comunidade de Paraisópolis, zona sul de São Paulo, na madrugada de domingo, 1º.

"Lamento a morte de inocentes", disse Bolsonaro em frente ao Palácio da Alvorada, em Brasília. 

Assista à declaração de Bolsonaro:

A polícia e moradores da região apresentam versões distintas sobre as mortes. 

Em relatos e vídeos, moradores acusam os PMs de agir com truculência.

Já a corporação afirma que os agentes perseguiam dois suspeitos em uma motocicleta, quando entraram no local do pancadão, que reuniu cerca de 5 mil pessoas. Em entrevista à Rádio Eldorado, o porta-voz da PM, tenente-coronel Emerson Massera, disse que ainda "não é possível apontar que houve uma falha dos policiais".

 

Há quase uma década, o Baile da Dz7 (17) acontece aos fins de semana na região de Paraisópolis. Em algumas ocasiões começam na quinta e se estendem até domingo, o que gera reclamação de moradores. Jovens se deslocam de diversos locais da cidade rumo à festa.

O governo de São Paulo informou que vai investigar as circunstâncias das mortes para apontar se houve excessos.

Excluente de ilicitude

Desde o período como deputado federal, Bolsonaro defende ampliar garantias legais para não criminalizar militares por atos durante operações de segurança. Recentemente, o governo enviou projeto de lei ao Congresso Nacional sobre a excludente de ilicitude para agentes em ações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

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