Bolsista: 'Vim para ajudar'

Localizada no bairro pobre de Realengo, na zona oeste do Rio, e inaugurada no fim de 2011, a Clínica da Família Nilo Aguiar precisa desde março de um médico para compor seus quadros. Na unidade, são realizadas cerca de mil consultas por mês. Ontem, chegou quem faltava: Rafael Araújo de Souza Dutra, de 27 anos. Ele veio pelo Mais Médicos e começa a trabalhar hoje.

Roberta Pennafort / RIO, O Estado de S.Paulo

03 de setembro de 2013 | 02h03

Formado em universidade particular e morador da Barra da Tijuca, Dutra será o caçula - os colegas têm, em média, 15 anos de carreira. Ele se formou há dois anos e tem experiência em clínica médica.

Dutra não sofreu qualquer hostilidade, apesar de sua bolsa de R$ 10 mil líquidos ser maior do que o salário dos demais, que é de R$ 10.904 brutos. Sua chegada permitirá que os médicos possam almoçar com menos pressa e vai melhorar a escala de plantão. "Teremos tempo para pesquisa e para lançar informações no sistema de dados", explicou Luiz Antônio Ferreira da Silva, responsável da clínica.

"Por causa dos descontos com o imposto de renda, o salário fica menor, mas essa bolsa é uma média do que os médicos já ganham no País", disse Mozart Sales, secretário de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde, que esteve ontem na clínica para apresentá-lo.

"Sempre quis atender população carente. São pelos grandes desafios que a gente trabalha", afirmou Dutra. Ele não teme eventuais reações negativas de outros médicos. "As pessoas têm direito de pensar o que quiser, críticas sempre vão existir. Vim para ajudar, fazer um trabalho limpo e correto."

O Mais Médicos vai enviar 59 médicos brasileiros a 13 municípios fluminenses.

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