Boliviano que atropelou e matou casal se entrega à polícia e nega embriaguez

Oswaldo Ortiz teve a prisão temporária, de 10 dias, decretada pela justiça, e deve ser indiciado por homicídio culposo com dolo eventual e omissão de socorro

Pedro da Rocha e Ricardo Valota, do estadão.com.br,

27 Março 2012 | 02h27

SÃO PAULO - O comerciante boliviano Oswaldo Choque Ortiz, de 37 anos, responsável pelo atropelamento que terminou com a morte de um casal no final da noite de domingo, 25, na Rua Bresser, no bairro do Belém, zona leste da capital paulista, apresentou-se, às 18 horas de segunda-feira, 26, ao lado do advogado, no 81º Distrito Policial (Belém).

 

 

Ortiz será indiciado por homicídio culposo, com dolo eventual e omissão de socorro. Ele foi transferido para a carceragem do 77º Distrito Policial, de Santa Cecília, no centro da capital, pois teve a prisão temporária, de 10 dias, decretada pela Justiça. Dentro da Kombi conduzida pelo boliviano foram encontradas duas latas de cerveja. Oswaldo disse ao delegado André Pimentel, titular do 81º DP, que as latas eram do carona dele, mas não informou o nome desta pessoa.

 

 

A Kombi pertence ao irmão de Ortiz. O boliviano não estava com o documento do veículo na ocasião e alegou que havia sido roubado. Apesar da Angelina Bautista, a esposa do boliviano, ter ido até o 30º Distrito Policial, do Tatuapé, horas depois do acidente, e informado ao delegado que o marido havia ingerido bebida alcoólica antes de sair de casa, o comerciante afirmou à Pimentel que não estava bêbado. Disse ter deixado o local do acidente a pé, sem prestar socorro, pois temeu ser linchado por testemunhas.

 

 

Exame de dosagem alcoólica foi realizado em Oswaldo à pedido de André Pimentel, e o resultado deve sair em uma semana. Mesmo que o resultado do exame dê negativo, as provas testemunhais serão utilizadas no inquérito policial.

 

 

O corretor de imóveis Freita Gomes Leite, de 37 anos, e a noiva dele, a secretária Jéssica Silva, 21, voltavam do culto de uma igreja evangélica quando foram atropelados na calçada. A jovem morreu no local, já o corretor foi atendido no pronto-socorro municipal do Tatuapé, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo a versão do atropelador, a direção da Kombi virou repentinamente, provocando o acidente. Ele também disse ao delegado do 81º DP que estava a 50 km/h.

 

 

Freita e Jéssica estava juntos havia dois anos e iriam se casar em setembro. No momento do acidente, a mãe de Jéssica estava ao lado do casal, mas não foi atingida. A Kombi, cujos pneus estavam em mau estado de conservação, bateu contra um poste antes de atingir o casal.

 

 

O enterro das vítimas está marcado para as 10 h desta terça-feira, 27, no Cemitério Jardim Vale dos Reis, no Jardim Monte Alegre, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. Os corpos foram velados nesta madrugada no mesmo local.

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