Boliviano leva cinco facadas na Mooca em assalto de R$ 150

Assalto ocorreu às 22h30 desta quarta-feira na residência da vítima, na zona leste, onde moram outros estrangeiros do mesmo país

Luciano Bottini Filho, O Estado de São Paulo,

05 Setembro 2013 | 08h25

São Paulo - Um boliviano de 28 anos foi esfaqueado durante um assalto na noite desta quarta-feira, 4, na Mooca, zona leste de São Paulo. Ele entregou a cinco homens armados R$ 150, mas se recusou a dar as chaves do seu automóvel, um Fiat Pálio modelo 2002. Segundo a Polícia Militar, o caso ocorreu às 22h30, ao chegar na sua residência, na Rua Madre de Deus, onde moram ao todo 12 bolivianos.

A vítima foi encaminhada para o Pronto-Socorro do Hospital Municipal Dr. Ignácio de Proença Gouveia (João XXIII), após receber cinco facadas. Ele ficou em  observação e seu estado de saúde é estável.

Os bandidos chegaram em dois veículos, um Xzara Picasso e um Fiat Ideia, ambos da cor preta. Segundo uma  testemunha, uma boliviana de 27 anos que mora local, a vítima deu gritos  de socorro que foram ouvidos dentro da casa. Enquanto ele era agredida, alguns bolivianos fugiram do imóvel, pulando o muro, outros se esconderam dentro dos quartos. 

Os bandidos fugiram do local, sem levar o automóvel da vítima, e ainda não foram identificados pela polícia. A ocorrência foi registrada como roubo no 56º DP (Vila Alpina). Uma perícia foi enviada ao local.

Violência contra estrangeiros. Bolivianos em São Paulo têm se queixado de serem alvo de sucessivo assaltos por encontrarem-se em situação vulnerável no Brasil. Alguns deles realizaram até protestos depois da morte do menino boliviano Brayan, de 5 anos, em um assalto à casa em que morava com a família e outros bolivianos na região de São Mateus, na zona leste de São Paulo.

A mãe de Brayan, a costureira Veronica Capcha Mamani, de 24 anos, disse que o filho, chorando, pediu aos criminosos para "não morrer", mas levou um tiro na cabeça. A família estava havia seis meses no Brasil - o casal trabalhava em um ateliê de costura. Os pais de Brayan voltaram para à Bolívia depois do crime.

Segundo a polícia, Diego Rocha Freitas Campos, de 20 anos, é o suspeito de dar o tiro que matou o garoto boliviano. Ele e mais um colega, Wesley Pedroso, de 18 anos, que participou do assalto, encontram-se foragidos. Campos estava preso, mas fugiu em maio do Centro de Detenção Provisória (CDP) Franco da Rocha, onde cumpria pena por roubo. Ele saiu da prisão durante o indulto de Dia das Mães.

 

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