'Bocas de fumo' ainda funcionavam na madrugada

Apesar do aparente clima de tranquilidade, moradores da Rocinha relataram ontem que era tenso o clima no interior da favela a poucas horas do início da operação policial para ocupação da comunidade. Moradores temem que integrantes da quadrilha antes chefiada por Antônio Bonfim Lopes, o Nem, preso na noite de quarta-feira, resolvam resistir.

O Estado de S.Paulo

13 Novembro 2011 | 03h04

Há relatos de que muitos traficantes ainda estão escondidos na comunidade, nas cercanias da Rua Dois, próximos da mata no entorno da favela. Morador da Rocinha, o operário aposentado Bernardo, de 67 anos, porém, não pretendia alterar sua rotina durante a ação. "Operação nenhuma vai me deixar em casa."

Policiais do Batalhão de Choque ocupavam ontem as principais vias de acesso da Rocinha e também do Vidigal, favela vizinha que será ocupada simultaneamente. Viaturas da PM também foram posicionadas em locais movimentados no Leblon, Gávea e São Conrado, vizinhos das favelas.

De acordo com moradores, as "bocas de fumo" da Rocinha continuaram a funcionar durante a madrugada de sexta para sábado. A circulação de traficantes armados nesses locais, no entanto, praticamente cessou.

A PM, com o apoio da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio) e da Guarda Municipal, fechará, a partir das 2h30, as principais vias de acesso à Rocinha e ao Vidigal. A Polícia Rodoviária Federal vai montar bloqueios nas saídas do Rio, para impedir a fuga de traficantes.

No Morro de São Carlos, no centro, com UPP desde maio, um tiroteio terminou com dois feridos, ontem. Eles teriam corrido com a aproximação da polícia. / ALFREDO JUNQUEIRA e ROBERTA PENNAFORT

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