Sindasp/Divulgação
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Bloqueador de celular será instalado na penitenciária de Presidente Venceslau

Aparelho passa a funcionar a partir do fim da semana e deve atrapalhar ligações da cúpula do PCC; governo paulista investiu R$ 31 mi para instalar tecnologia em 23 presídios

Sandro Villar, Especial para O Estado

15 Janeiro 2014 | 17h59

PRESIDENTE PRUDENTE - Até o fim da semana, bloqueadores de celulares deverão entrar em funcionamento na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, no oeste paulista. A instalação do equipamento, para dificultar as ações de facções, está quase pronta. Técnicos da empresa Neger Tecnologia e Sistemas trabalham há uma semana no presídio, onde os bloqueadores já são vistos na muralha.

Além da P2, a primeira a ser equipada, o governo paulista também vai colocar bloqueadores em outros 22 presídios a um custo total de R$ 31 milhões. Todos os 23 presídios serão equipados com o sistema em um prazo de 30 meses, segundo a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).

Com os bloqueadores, os presos não vão conseguir falar ao celular, como provaram os testes feitos no presídio de Mogi das Cruzes. "Depois que foram aprovados os testes, a empresa foi habilitada", diz a Assessoria de Imprensa da SAP. O sistema emite sinais que confundem e atrapalham as ligações, impedindo o detento de falar.

Tentativa. É a segunda vez que o governo de São Paulo instala bloqueadores de celulares nos presídios. A primeira vez foi em 2001. Naquela época, o sistema não funcionou e se tornou obsoleto devido aos avanços da tecnologia na produção de celulares.

A P2 é conhecida por abrigar a cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC). Entres os chefões da facção estão o líder máximo Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, e Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho. Na relação dos 23 presídios que receberão a tecnologia, há apenas um para mulheres: a Penitenciária Feminina de Santana, em São Paulo.

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