Blocos vão ter apoio logístico da Prefeitura

Os blocos e cordões de carnaval de rua terão apoio logístico da Prefeitura neste ano. A ajuda foi anunciada ontem, depois que o novo secretário de Cultura, Juca Ferreira, se reuniu com representantes de diversos grupos da capital.

JULIANA DEODORO, O Estado de S.Paulo

25 Janeiro 2013 | 02h02

O apoio deve se relacionar principalmente à organização e à limpeza das ruas. Segundo Renato Dias, do cordão carnavalesco Kolombolo, que participou do encontro, a Prefeitura se comprometeu a lavar as ruas depois da passagem dos blocos, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) deve colaborar para fechar as vias, banheiros químicos deverão ser instalados e haverá também reuniões com a Polícia Militar para garantir a segurança dos foliões. "A reunião foi surpreendente, veio ao encontro de tudo o que a gente estava pensando", conta Dias.

Ele afirma também que na conversa já foi discutido o apoio e o papel da administração municipal no carnaval do próximo ano. "O secretário, sugeriu, por exemplo, que os blocos se encontrem todos em um dia, para fazerem uma festa", disse.

Em nota, a Secretaria de Cultura diz que será criado um Grupo de Trabalho para o Carnaval 2013, responsável por resolver questões ligadas à segurança e ao apoio logístico aos coletivos.

Ainda de acordo com a secretaria, um grupo de discussão agregando cidadãos, blocos e o órgão será criado logo depois do carnaval, já visando a 2014.

"A intenção é dar um suporte ainda maior ao carnaval de rua paulistano nos próximos anos, valorizando essa forma de manifestação e a incorporando definitivamente à agenda cultural da cidade", diz a nota.

Manifesto. Em dezembro, 24 grupos da capital organizaram o Manifesto Carnavalista (veja ao lado), documento que prega os direitos à folia e à alegria e que foi entregue ao secretário na reunião de ontem.

"Reivindicamos que o carnaval de rua de São Paulo seja tratado como manifestação legítima da cultura paulistana e a Prefeitura deve reconhecer e se organizar para criar políticas públicas", afirma José Vieira, do bloco Vai Quem Quer.

Para ele, a reunião e o apoio foram um primeiro passo "significativo" e as expectativas agora são grandes. "Pelo menos a repressão que vinha sendo praticada por polícia, CET e até pela Prefeitura não acontecerá."

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