Rafael Arbex/Estadão
Rafael Arbex/Estadão

Blocos pós-carnaval fecham ruas da zona oeste de São Paulo

Bloco Bicho Maluco Beleza, comandado pelo cantor pernambucano Alceu Valença, reuniu cerca de 60 mil pessoas em Pinheiros

Mônica Reolom, Tulio Kruse, O Estado de S. Paulo

21 Fevereiro 2015 | 17h02

Atualizado às 20h40

SÃO PAULO - O Bloco Bicho Maluco Beleza, que traz Alceu Valença no comando, reuniu, segundo os bombeiros, 60 mil pessoas no bairro de Pinheiros, zona oeste, neste sábado, 21. O calor de mais de 30 graus não assustou os foliões, que lotaram o local. "Está pior que o calor em Pernambuco", afirmou uma dançarina de frevo.

O trio elétrico com o cantor começou a andar às 15 horas, acompanhado pelos foliões que tomavam a Av. Paulo VI. É a primeira vez que o cantor lidera um bloco fora de Pernambuco, que foi acompanhado por bonecos gigantes de Olinda e dançarinos de frevo do Balé Cultural de Pernambuco.

Só ambulantes cadastrados na Prefeitura podem vender bebida no local as garrafas de vidro estão proibidas. Para evitar sujeira, os organizadores do bloco recolhem lixo dos foliões o tempo todo.

Vila Madalena. O Bloco do Macaco Cansado, que desfila na Vila Madalena, reuniu cerca de 600 na tarde deste sábado e causou transtornos no trânsito da região.

Eliane Garcia, 45, ficou presa por cerca de 15 minutos dentro de seu carro enquanto tentava atravessar o bloco que fechava a Rua Luís Murat. "Eu vinha pela Rua Girassol e encontrei um guarda da CET. Ele disse para eu virar aqui e passar pelo cantinho da rua", disse a motorista enquanto estava estacionada em meio à multidão.

Um caminhão da Prefeitura que se encaminhava para a garagem também foi orientado a esperar o bloco passar para seguir caminho. De acordo com o funcionário da CET, Sérgio Rodrigues, o único no local encontrado pela reportagem, a companhia deslocou guardas da região da Av. Paulista para atender a Vila Madalena.

Assim como no bairro de Pinheiros, a Polícia Militar instalou oito pontos de controle para organizar o acesso ao circuito de bares da Vila Madalena, o que gera insatisfação da parte dos vendedores ambulantes. Dentro da área controlada, policiais abordam foliões e fazem revistas. Cerca de 300 policiais militares trabalham na operação.

"Aqui dentro não haverá bloco, é simplesmente uma aglomeração de pessoas, por isso não podemos deixar todo mundo entrar", disse o agente fiscal da subprefeitura de Pinheiros, Edivaldo Martins.

Ambulantes. O carnaval de rua na Vila Madalena não agradou nem mesmo os ambulantes que trabalharam no bairro. Com preços mais acessíveis, eles foram acusados por donos de bares e restaurantes de roubar a clientela. Mesmo assim, mostram-se insatisfeitos.

"O carnaval do ano passado foi bem melhor", opina o vendedor Pedro César, 28. De acordo com o ambulante, que trabalhou na Vila Madalena durante a Copa do Mundo, o faturamento tem sido cada vez pior. "A mídia destruiu a Vila," opina.


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