Bloco Mamãe Eu Quero leva multidão ao Largo da Batata

No repertório do Mamãe, clássicos do cancioneiro infantil como Alecrim se mesclavam com sucessos do Balão Mágico e dos Mamonas Assassinas

Edison Veiga, O Estado de S.Paulo

06 Fevereiro 2016 | 21h14

Uma pequena multidão de gente que via o carnaval pela primeira vez. Eis a síntese da foliazinha do bloco Mamãe Eu Quero, que começou às 18h20 deste sábado, 6,  com mais de 1h de atraso, no Largo da Batata,  em Pinheiros. 

Foliã das antigas, daquelas que passavam carnavais atrás de trios elétricos em Salvador,  a enfermeira paulistana Zilda Soares Pereira Rodrigues, que não quis revelar a idade, levou seus filhos João Pedro, 3 anos, e Ana Clara, 10 anos. "Eles precisavam ver como é carnaval de rua. Então nada melhor que um bloco infantil", disse.

No repertório do Mamãe,  clássicos do cancioneiro infantil como Alecrim se mesclavam com sucessos da Turma do Balão Mágico e dos Mamonas Assassinas.

A pequena Agnes, de 2 anos, estava fantasiada de Branca de Neve. "Ela é bem festeira", entregou o pai, o analista de logística Felipe Romano Lisboa Santos, de 30 anos. "Não tem como não curtir o carnaval", completou a mãe, a professora de ioga Susana Clea da Silva, 38 anos. 

Fantasiado de palhaço, Pedro, de 1 ano e 3 meses, exibia um sorrisão logo abaixo de seu nariz pintado de vermelho. Seus pais, recifenses que vivem em São Paulo, disseram que carnaval precisa fazer parte da vida desde cedo. "Quero que ele goste desde pequeno", disse a mãe, a publicitária Maria Augusta Rosa, de 30 anos. "É bom para ele curtir um pouco", comentou o pai, o advogado Bernardo Freire, de 32 anos. 

Matheus, de 8 anos, veio da cidade de Engenheiro Coelho, no interior paulista, para brincar o carnaval. "Quis que ele viesse conhecer o carnaval de rua de São Paulo, que está ficando tão famoso", contou sua mãe, a administradora de empresas Evelyn Azevedo, de 33 anos. Matheus estava de fantasiado de pirata.

A apresentação do grupo durou pouco mais de 1h. Após isso, a criançada ainda brincou bastante nos arredores do Largo da Batata, que estava bem menos cheio do que na semana passada - reflexo, muito provavelmente, do fato de a própria cidade estar mais vazia nesses dias de feriadão. A chuva que começou a cair a partir das 20h forçou a dispersão de crianças e seus pais. 

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