Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Bloco Madalena tem clima familiar e faz foliões pularem no ritmo da música baiana

Antes de entrar na área próxima aos trios elétricos, as pessoas passam por uma série de barreiras, onde são revistados

Gilberto Amendola, O Estado de S.Paulo

11 Fevereiro 2018 | 15h56

O bloco Madalena, na região da Avenida Faria Lima, zona oeste de São Paulo, saiu às 15h. Apesar da multidão, o bloco tem um clima familiar, com muitos pais e crianças fantasiadas pulando ao ritmo de música baiana.

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A atriz Vivian Barrabir, que completou 60 anos nessa semana, diz que "o tempo dela é hoje" e que os carnavais de rua de São Paulo "não devem nada para a folia de antigamente".

Muitas fantasias e adereços fazem referência à campanha "não é não" contra o assédio sexual. Nesse ano, quase não se vê no bloco Madalena foliões com referências a figuras do universo político. Se nos últimos anos, o Japonês da Federal e Sérgio Moro apareciam nas máscaras da folia, dessa vez, eles ficaram de fora.

"A gente não aguenta mais político. O carnaval é pra esquecer dessa gente", disse a advogada Luciana Soares, 29 anos, que estava fantasiada de unicornio. "Unicórnio não tem partido, não é de esquerda, não é de direita, nem sexo definido tem", completou.

No início do bloco, os foliões passaram por uma série de barreiras –  onde foram revistados. A ideia era evitar entrada de objetos cortantes, armas e entorpecentes. O bloco segue no sentido Largo da Batata.

As revistas vêm ocorrendo desde sábado. Ontem, porém, no Largo da Batata, a revista não foi efetiva em relação à maconha, por exemplo. Não era difícil se deparar com vendedores no meio do largo oferecendo não só maconha como lança-perfume. Nesse domingo, na Faria Lima, a segurança já apreendeu um facão – que era de um catador de latinhas que trabalhava no local.

 

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