Bloco Gueri-gueri faz pré-carnaval para vips no Ibirapuera

Festa é dividida entre shows com acesso restrito a portadores do abadá e percurso aberto

Marco Antônio Carvalho, O Estado de S. Paulo

07 Fevereiro 2015 | 16h56

A Banda Gueri-gueri, tradicional bloco de pré-carnaval paulistano, reúne milhares de pessoas na tarde deste sábado, 7,  no bairro do Ibirapuera, zona sul da capital. A festa é dividida em dois momentos: shows em um palco montado perto do Monumento às Bandeiras com acesso restrito a portadores do abadá e percurso aberto do bloco seguindo um trio elétrico pelas ruas da região. 

A expectativa da organização é que o evento reúna até 15 mil pessoas nas duas partes da festa. A primeira vez que o bloco foi às ruas de São Paulo foi em 1986 e se tornou tradicional na região dos Jardins. Após um intervalo de 10 anos, entre 2003 e 2013, sem acontecer, o evento voltou a ocorrer no ano passado, dessa vez no Ibirapuera.

A empresária Fernanda Suplicy é filha do fundador do bloco, Roberto Suplicy, e está à frente da organização. "Queremos fazer uma festa linda, apesar de cada vez mais estarmos com a concorrência de outros bloco. Mas isso é bom", explica. 

Os engenheiros Pedro Nocetti, de 31 anos, Augusto Yokoyama, 34, e Ricardo Carvalinha, 31, participaram da festa. Para eles, os blocos de pré-carnaval e de carnaval estão atraindo cada vez mais pessoas. "Foi uma coisa que pegou. Está virando tradição em São Paulo", disse Nocetti. O grupo falou que pretende participar de outros eventos de rua, especialmente no bairro Vila Madalena.

O empresário Fábio Prado, 41, e a sua mulher, a estilista Eve Roamilhac, 31, trouxeram o filho de um ano e três meses para a festa. "Já tinha participado outra vez quando era nos Jardins. Dessa vez nos chamaram novamente e é a nossa primeira vez aqui no Ibirapuera", disse Prado.

Cercado. Um cartaz anunciando o evento chamou a atenção da administradora Ana H. V., de 53 anos, moradora do bairro Jardim Lusitânia, também na zona sul. Passando pela região, ela resolveu parar e tentar conferir a atração. Ao receber a informação de que a entrada na "arena" custava R$ 180, Ana desistiu de participar.

"É um preço um pouco elevado. Achava que era uma coisa pública.  Não vou ficar para participar", disse a administradora. A "arena" cercou a área com gradeados e conta com diversos seguranças. No entorno, cambistas também vendiam ingressos para a atração. 

No ano passado, a festa foi alvo de uma polêmica ao aparentemente transgredir um decreto da Prefeitura, que impedia cercados em festejos de carnaval. O decreto 54.815, de fevereiro de 2014 diz que estão proibidas "manifestações que utilizam cordas, correntes, grades e outros meios de segregação do espaço público que inibam a livre circulação do público, permitindo-se o uso de vestuário distintivo que apenas identifique o respectivo grupo, sem que se constitua em elemento condicionante à participação".

Segundo a organizadora Fernanda Suplicy, no entanto, a festa conta com uma licença temporária da Prefeitura.  "Temos alvará. E o bloco na rua é todo aberto. A camisa aqui na arena ajuda a montar essa estrutura", disse. 

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