Laura Maia de Castro
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Bloco Gueri-Gueri anima foliões vips no Ibirapuera

Formado nos Jardins em 1986 e fora do carnaval de rua paulistano desde 2003, o bloco é o único de São Paulo com espaço vip e camiseta personalizada

Laura Maia de Castro, O Estado de S. Paulo

22 Fevereiro 2014 | 15h49

O polêmico bloco de Carnaval Gueri-Gueri começou a se reunir no início da tarde deste sábado, 22, na região do Parque Ibirapuera. Os foliões, vestidos com a camisa do bloco - que custou R$ 120 - ingressavam em uma área cercada com grades e seguranças ao lado do monumentos as bandeiras. No espaço, havia um palco, banheiros químicos e várias tendas onde estavam sendo vendidas bebidas. Cerca de 2.500 pessoas eram esperadas pelos organizadores.

Formado nos Jardins em 1986 e fora do carnaval de rua paulistano desde 2003, o bloco é o único de São Paulo com espaço vip e camiseta personalizada - mesmo depois de o prefeito Fernando Haddad (PT) ter proibido por decreto, no dia 6, cordões de isolamento e venda de abadás.

Um dos organizadores, Felipe Aversa, de 36 anos disse que dois eventos simultâneos foram pensados. "Um é a 'Arena Gueri', que é fechado e só entra quem paga. O outro é o bloco Gueri-Gueri, aberto, sem cordas, e que vai ate o obelisco".

A administradora a carioca Juliana Oliveira, de 35, disse que a ideia do bloco não é segregar ninguém. "Quem comprou a camisa como a gente não quer segregar mas quer, sim, um banheiro e a possibilidade de comprar bebida com mais tranquilidade". Ela veio com mais três cariocas, uma gaúcha e uma paulistana. As amigas, todas portando a caxirola (espécie de chocalho) que estava sendo distribuída, já entravam no clima da folia na "porta de entrada".

Espaço público. O professor Ancelmo José Simões mora na região e foi com a família ao local do evento por achar que se tratava de um espaço aberto. Ao questionar uma funcionária, soube que os ingressos estavam sendo vendidos no Shopping JK Iguatemi. "Achei que era um espaço democrático. Achei que, por se tratar de um espaço público, seria aberto" disse Simões.

A artista plástica Cíntia Davidoff foi com a neta Lia, de 5 anos, para "mostrar o carnaval de rua". "Vou para Vila Madalena levar minha neta para a gente jogar confete. Conheço o Gueri-Gueri desde a época da Augusta, quando era todo mundo na rua".

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