Jerusa Rodrigues/Estadão
Jerusa Rodrigues/Estadão

Bloco do Jegue Elétrico só canta composições próprias

Há 14 anos na Vila, criadores querem divulgar a cultura nordestina

Jerusa Rodrigues, O Estado de S. Paulo

01 Março 2014 | 20h21

SÃO PAULO - O bloco do Jegue Elétrico trouxe centenas de foliões à Vila Madalena, em Pinheiros, na tarde deste sábado, 1º. Ele foi criado há 14 anos pelo do compositor e saxofonista do Piauí, Emerson Boy. “No nordeste a gente está acostumado com festas na rua. O diferencial é que nosso bloco só canta composições nossas.” O tema deste ano é rolezinho, explica.

Outro participante e compositor do Jegue Elétrico é o violonista Adler São Luís, de 60 anos, nascido em São Luís do Maranhão. “A gente se reunia no bar do Jeová, que fica na Rua Maria Lisboa com a Teodoro Sampaio.”

No meio de tantos foliões brasileiros, dois franceses e um italiano curtem o Carnaval paulista pela primeira vez.

O parisiense Solen Traynard, estudante de engenharia de 22 anos, está adorando os bloquinhos. “No ano passado fui para Itanhaém, mas lá não tem batuque. Aqui é bem melhor.”

A amiga dele Paulina Provini, de 28 anos, natural de Lyon, também estudante, está admirada com a diversidade de idade dos foliões. “Vejo desde idosos a crianças. E a música é incrível”, diz arranhando o português.

O terceiro do grupo, o engenheiro de petróleo e italiano Guido Fucci, de 27 anos, natural de Torino, passou seu primeiro Carnaval em Ouro Preto, em 2009. “Estou adorando.Eu vim curtir a festa e encontrar meus amigos.”

Sem grana. Sem dinheiro para viajar, dois estudantes de publicidade e amigos de infância ficaram surpresos com a qualidade do Carnaval da cidade. “Isso aqui está uma loucura”, diz Matheus Espurari, de 22 anos. Ele disse que não pretende mais viajar durante essa época, assim como seu colega Victor Hugo Silva, de 20 anos.

Estandarte do bloco. O jornalista Pedro Luís Barros, de 54 anos, leva o estandarte do bloco, um jegue todo enfeitado de purpurina, e faz um enorme sucesso entre os foliões, que a todo o momento pedem para tirar fotos com ele. “Geralmente não levo o jegue, mas desta vez resolvi quebrar um galho para o pessoal”, diz Barros.

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