Blitz da PM vai a 32 locais de distribuição e fecha 12 irregulares

Policiais identificaram 11 madeireiras 'fantasmas' no Estado de SP, locais cadastrados, mas que não têm operação

O Estado de S.Paulo

29 Setembro 2013 | 02h10

A Polícia Militar Ambiental organizou uma blitz em 32 madeireiras do Estado para apurar fraudes no comércio do produto durante a semana passada. Foram analisados os tipos de madeira - por meio de perícias feitas pelo Instituto Florestal - e as documentações. Foram fechados 12 pátios madeireiros.

Onze outros endereços foram classificados como "fantasmas", já que constavam no sistema do Ibama, mas não operavam no local. "Essa parece ser a maior fraude. São locais que existem no sistema apenas para 'esquentar' nota de madeira de origem ilegal", acredita o coronel Milton Sussumu Nomura, comandante da Polícia Militar Ambiental do Estado.

A operação, realizada em parceria com o Ibama e a Secretaria Estadual do Meio Ambiente, teve como resultado quase R$ 2 milhões em multas, conforme balanço obtido na noite de anteontem. A polícia destacou 125 homens para realizar as averiguações, de forma conjunta, em todos os endereços. Em tempo real, tudo era acompanhado pelo chefe de operações da Polícia Ambiental, capitão Marcelo Robis Nassaro, da tela de seu computador, na Vila Mariana, em São Paulo.

Pátios fantasmas não foram a única ilegalidade encontrada. A reportagem do Estado, que acompanhou a operação com exclusividade, presenciou os policiais flagrando pranchas de espécies de extração e comercialização proibidas, como peroba-rosa, além de material rotulado irregularmente - no caso, abiuranas sendo vendidas como maçarandubas. Em alguns pontos, biólogos do Instituto Florestal analisavam o material presencialmente. Em outros, policiais recolhiam amostras, fotografavam com um equipamento especial e enviavam por meio da internet para os técnicos./ E.V.

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