Blitz da lei seca salva vítima de sequestro

Farmacêutica conseguiu escapar e os três bandidos que estavam com ela no carro foram presos em bloqueio da PM no Itaim-Bibi

FELIPE FRAZÃO , PEDRO DA ROCHA, O Estado de S.Paulo

05 Novembro 2011 | 03h04

Uma blitz da lei seca acabou com um sequestro relâmpago na noite de anteontem na Avenida Hélio Pellegrino, no Itaim-Bibi, zona sul de São Paulo. A refém foi libertada e os três bandidos acabaram presos no bloqueio da Operação Direção Segura da Polícia Militar.

A vítima - a farmacêutica Daniele Cestari Marino, de 24 anos - dirigia seu carro com os três sequestradores dentro e só parou o veículo quando um dos policiais entrou na frente dele.

Daniele havia sido obrigada a manter os vidros com insulfilm fechados e o farol aceso, o que despertou a desconfiança da polícia. Eles também acharam que a vítima estava drogada, pelas feições de seu rosto. "Pela expressão dela, vi que havia algo errado. Mandei parar, ela vacilou e só obedeceu quando reforcei o aviso", diz o sargento Luiz Carlos Melo, que fez a abordagem.

"Eu estava pálida, com os olhos arregalados. Os sequestradores me cutucaram com a arma e mandaram continuar reto", conta Daniele. "Mas, quando eu parei, abri a porta e desci devagar. Como vi que nada aconteceu, saí correndo e gritei para os policiais: 'É sequestro, é sequestro'. E me escondi atrás da última viatura."

Os três sequestradores - Carlos Cesar Pinheiro, de 33 anos, William Santos Pereira, de 28, e Cassio Rodrigues da Silva, de 22 - foram levados para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos. Cássio estava em liberdade provisória e cumpria pena por roubo. Eles foram indiciados pelo delegado Joalbo Alencar Dores, do 27.º DP (Campo Belo), por sequestro e extorsão. Com eles foi apreendido um revólver Taurus calibre 38.

Ataque. Daniela foi abordada pelos três bandidos quando saía da farmácia onde trabalha há uma semana. Ela havia acabado de entrar em seu Honda Fit, que estava estacionado na frente de uma academia perto da Rua Diogo Jácome, em Moema, zona sul.

Minutos antes, falava no telefone com a mãe quando cruzou com o trio caminhando na calçada. Ela então desligou o telefone e disse que retornaria a ligação quando entrasse no veículo. Os homens a seguiram, cercaram o carro e bateram forte no vidro. Como não conseguiam manejar a alavanca de câmbio automático, os criminosos a mandaram dirigir.

O plano dos bandidos - que disseram precisar do dinheiro por correr risco de morte - era fazê-la dirigir até Santo Amaro e lá sacar dinheiro em um caixa eletrônico. Daniele disse que não conhecia o caminho. Eles então foram indicando as ruas por onde ela deveria seguir, mas, na altura do número 1.200 da Hélio Pellegrino, cruzaram com a blitz da lei seca.

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