Black Bloc e PM entram em confronto

Polícia lançou bombas de efeito moral após integrantes jogarem pedras contra prédio da Editora Abril; grupo bloqueou importantes vias

Mônica Reolom,

23 de agosto de 2013 | 22h06

Cerca de 80 integrantes do movimento Black Bloc entraram em confronto com a Polícia Militar na noite desta sexta-feira, 23, na frente da Editora Abril, na Marginal do Pinheiros, zona oeste da capital, depois de terem interditado trechos das Avenidas Faria Lima e Eusébio Matoso e da própria Marginal. Durante o protesto , eles jogaram pedras contra o prédio da empresa. A PM reagiu com bombas de efeito moral.

Os manifestantes se concentraram às 18 horas no Largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste da cidade, e diziam que o ato seria "pela democratização da mídia e contra a revista Veja". O grupo queimou simbolicamente um exemplar da revista, que nesta semana colocou os Black Blocs na reportagem de capa.

Uma das faixas dos manifestantes trazia os dizeres: "Fora Dilma, fora Alckmin, fora Cabral e fora PM". Desde o início, o grupo foi acompanhado pela polícia, incluindo a Tropa de Choque. A PM não informou o número de homens deslocados para o protesto por considerar a informação estratégica.

Ainda no Largo, houve discussão entre os próprios Black Blocs. Enquanto alguns concediam entrevista à TV Brasil – que era acompanhada pela imprensa em geral –, outros os xingavam, acusando-os de terem se vendido à "grande mídia".

Às 19h30, o grupo tomou a Avenida Faria Lima no sentido bairro e 20 minutos depois, no outro sentido. Desesperado, um senhor que não quis se identificar, e que estava dentro de um taxi preso no trânsito, reclamava que precisava chegar ao hospital para ver o filho. O veículo não conseguiu romper o bloqueio dos manifestantes.

Depois, os Black Blocs ocuparam a Avenida Eusébio Matoso, no sentido da Marginal, por 20 minutos. Às 20h10, os manifestantes fecharam a Marginal no sentido da Castelo Branco, andando em direção à editora.

O grupo chegou às 20h30 à Abril, onde já havia reforço do policiamento. Helicópteros da PM sobrevoavam o local.

Os manifestantes se dirigiram até o portão 2 da editora, na Rua do Sumidouro, e lançaram para dentro das grades revistas Veja queimadas e algumas pedras. A polícia observou a ação.

A situação ficou crítica quando os Black Blocs voltaram para a Marginal, recolheram dezenas de pedras e começaram a lançá-las contra a editora Abril, atingindo dessa vez a guarita – que, por ser blindada, não foi danificada – e veículos da Polícia Militar. Os PMs lançaram bombas de efeito moral, houve corre-corre e o grupo se dispersou dentro do bairro. Até as 21 horas, não havia informações sobre feridos. A Abril não se manifestou sobre o caso.

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