Bitucas poderão virar adubo em SP

Prefeitura estuda uso de coletores nas ruas

ADRIANA FERRAZ, O Estado de S.Paulo

30 Outubro 2012 | 02h04

A Prefeitura de São Paulo estuda a adesão a um programa que recicla bitucas de cigarro jogadas nas ruas. O modelo utiliza caixas coletoras instaladas em postes ou mesmo fachadas de estabelecimentos comerciais, como restaurantes, empresas, universidades e centros de exposição. Depois de retirados, os resíduos passam por um processo de transformação, com o uso de sementes e fertilizantes. O resultado é uma massa pastosa, que vira adubo.

O serviço já é ofertado hoje, mas apenas em endereços privados e mediante pagamentos mensais à empresa que desenvolveu o projeto, chamado de Coletor Ambiental. Se aceitar a proposta de parceria apresentada pela RDias Comunicação, a coleta será levada inicialmente a 20 locais públicos da capital, sem custo à Prefeitura.

Segundo a empresa, o objetivo é dar um destino sustentável às bitucas de cigarro descartadas incorretamente pelos fumantes. Estima-se que uma bituca demore de 1 a 2 anos para se decompor no ambiente. Já o processo de transformação em adubo é feito em 15 dias.

Para empresas privadas, a instalação do modelo custa R$ 120. Quem aderir ao programa ainda terá de pagar pela coleta, que ocorre de acordo com a quantidade armazenada pelo sistema. Um caminhão pequeno faz o trabalho, preferencialmente à noite. As caixas só são abertas a partir de uma chave de segurança. A RDias não informou quanto cobra pelo serviço nem quanto deve investir na proposta de parceria, caso seja aceita.

A ideia é analisada pela Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras, que oficializou o pedido no Diário Oficial da Cidade de sábado, estabelecendo o prazo de três dias para que outro fornecedor possa manifestar igual interesse. Se isso não ocorrer, o termo de parceria poderá ser assinado e os locais serão indicados para instalação.

De acordo com a lei estadual que proibiu o fumo em locais fechados, a reciclagem de bitucas só poderá ser feita em locais abertos, onde o cigarro é permitido. A preferência é por parques, praças e calçadas com grande movimentação de pedestres, que sofrem com a sujeira deixada pelos fumantes.

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