Bimotor que derrapou em Congonhas é removido

Avião de modelo King Air, prefixo PT-PAC, saiu da pista quando tentava decolar e parou na mureta

04 Setembro 2008 | 05h00

O avião bimotor que derrapou e saiu da pista no aeroporto de Congonhas foi removido por volta das 3h50 desta quinta-feira, 4. Um guindaste foi montado para a retirada da aeronave, que ficou cerca de 12 horas no local. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), as interdições em vias da região já foram liberadas. Veja também:As imagens do acidente com o bimotor  Especial sobre a crise aérea  Todas as notícias sobre a crise aérea   O avião de modelo King Air, prefixo PT-PAC, saiu da pista quando tentava decolar. A aeronave tinha três tripulantes, que tiveram ferimentos leves, e seguia para São José dos Campos, segundo informações da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero).  Às 14h36 aeronave atravessou o gramado da cabeceira da pista e parou na mureta que separa o aeroporto da Avenida Washington Luís. Segundo fontes da Aeronáutica, o piloto decidiu abortar a decolagem ao perceber uma pane no motor esquerdo. Ao tentar frear o turboélice, teria perdido o controle. A pista principal ficou fechada até às 16h16 para pousos e decolagens e a auxiliar retomou as operações às 15h37. A derrapagem chegou a provocar o fechamento por mais de uma hora do Aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio. Outros acidentes  O histórico de aeronaves que derrapam provocando problemas no Aeroporto de Congonhas é grande. Alguns deram origem à tragédias, como aconteceu com o vôo da TAM em julho do ano passado, e outros deram apenas um susto nos passageiros e população. O que quase todos têm em comum é uma coisa: a pista molhada. Em janeiro de 2003, o jatinho do deputado Waldemar Costa Neto derrapou na cabeceira do aeroporto e caiu na rua. Cerca de um ano depois, em março, outro jatinho perdeu a direção e parou em buraco na cabeceira de Congonhas. Alguns anos mais tarde, em março de 2006, um avião da BRA pousou na pista molhada de Congonhas. A aeronave perdeu o controle, ziguezagueou e invadiu o gramado que beira o fim da pista. Por poucos metros, acabou não caindo na Avenida Washington Luis. Os 115 passageiros que vinham de Salvador (BA) não tiveram ferimentos. Em outubro do mesmo ano, um Boeing 737-300 da Gol, vindo de Cuiabá (MT) com 122 passageiros e 6 tripulantes, deslizou para o lado direito e parou no canteiro, entre a pista principal e a auxiliar, por causa do excesso de água no piso. A pista de Congonhas ficou fechado por cerca de uma hora, dias após o acidente com outra aeronave da Gol, que deixou 154 mortos. Neste acidente, ninguém ficou ferido. Cerca de um mês depois, um jato particular derrapou na pista sem deixar feridos. Mas a pista principal do aeroporto ficou fechada por quase uma hora, o que, com o caos aéreo que o País vivia, causou atrasos nos vôos durante todo o dia em Congonhas. No início de 2007, os 130 passageiros do vôo 2438 da Varig, passaram por um susto, quando o avião aterrissava em Congonhas. O piloto foi obrigado a fazer uma freada brusca devido ao alagamento da pista principal. Após o incidente, narrado pela Aeronáutica como uma simples derrapagem do Boeing 737-300, a pista foi interditada por uma hora para vistoria. No dia 16 de julho daquele ano, primeiro dia de chuva constante em São Paulo após a entrega da reforma da pista principal do Aeroporto de Congonhas, um avião modelo ATR-42, da empresa Pantanal, derrapou e foi parar na grama. As operações foram interrompidas por 20 minutos no local. Ninguém ficou ferido e, depois, ficou constatado que o acidente ocorreu por conta do excesso de água na pista.  Um dia depois, um Airbus A320 da TAM não conseguiu parar, atravessou a pista e a Avenida Washington Luiz e bateu em um prédio da companhia aérea e em um posto de gasolina do outro lado da avenida. O acidente, com 199 mortos, foi o maior da aviação brasileira e agravou a crise aérea. (Com informações de Camila Alves, do estadão.com.br, e de Talita Figueiredo, de O Estado de S. Paulo)

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