Bimotor estava na rota de jato da TAM

Bandeirante vindo de Cumbica levou piloto a fazer manobra brusca, anteontem

Bruno Tavares, O Estado de S.Paulo

26 de junho de 2010 | 00h00

A "manobra evasiva" feita por um piloto da TAM anteontem à noite, minutos antes de pousar no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, se deu porque um bimotor modelo Bandeirante estava na rota do jato A320 da empresa. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Aeronáutica, abriu investigação para apurar o caso.

O voo JJ 3717 da TAM fazia o trecho entre Brasília e São Paulo quando, por volta das 18h30, o sistema anticolisão (TCAS, na sigla em inglês) soou, indicando situação de perigo. O avião teria feito duas descidas bruscas. Houve gritos e pânico entre os 171 passageiros a bordo.

O Bandeirante, segundo apuração dos investigadores do Cenipa, decolou da cabeceira 09 do Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos.

Para descobrir o que levou as aeronaves a entrarem em situação de risco, os militares vão reconstituir os procedimentos adotados pelos dois pilotos. Tudo será analisado, desde a rota das aeronaves até a conversa dos pilotos com os controladores de voo. Inicialmente, a apuração deve se concentrar na análise das imagens de radar e na degravação dos diálogos. Caberá ao chefe da investigação, que ainda não foi designado, decidir se os pilotos serão ou não chamados para prestar depoimento.

Prevenção. As apurações de ocorrências aeronáuticas não têm caráter punitivo. Mesmo que se chegue à conclusão de que um dos pilotos errou, o objetivo do Cenipa não é penalizá-los, mas verificar quais recomendações devem ser emitidas às autoridades do setor aéreo para evitar que a situação de risco volte a ocorrer.

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