Bilhete mensal para metrô e ônibus deve custar R$ 230

Valor teria sido discutido entre Prefeitura e Estado; sistema para quem usa só coletivos, promessa de campanha de Haddad, deve sair a R$ 140

Laura Maia de Castro, O Estado de S.Paulo

20 Novembro 2013 | 02h02

O Bilhete Único Mensal para quem vai usar ônibus mais metrô ou ônibus mais trem na capital paulista deve custar R$ 230 por mês. A decisão teria sido tomada nessa terça-feira, 19, após equipes da Prefeitura e do Estado se reunirem à tarde para discutir o valor. O sistema permitirá que o usuário faça quantas viagens de transporte público quiser, no período de um mês e por preço fixo.

Na proposta inicial do Bilhete Único Mensal, feita na campanha do prefeito Fernando Haddad (PT), o bilhete custaria R$ 140, mas seria válido apenas em viagens de ônibus. "O bilhete da Prefeitura está garantido para o dia 30, e o preço já está anunciado (R$ 140)", afirmou o prefeito ontem. "Mas, se nós pudermos contar com o governo do Estado já no lançamento, vai ser grande notícia para a cidade."

Com a adesão do Estado ao projeto, a cidade deve ter três modelos de bilhete mensal. Um válido apenas para os ônibus, outro apenas para o transporte sobre trilhos (anunciado anteontem) e um terceiro, que incluirá todos os modais disponíveis na cidade. Ainda não se sabe se todos os modelos adotarão um mesmo cartão.

Os dois primeiros devem custar R$ 140. O Estado apurou ainda que, dos R$ 230 cobrados pelo integrado, R$ 110 devem ir para a Prefeitura e R$ 120, para o Estado. E o bilhete deve custar R$ 45 milhões mensais em subsídios para o governo estadual.

Na manhã de ontem, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) já havia reiterado a adesão do Estado. "Para viabilizar o bilhete mensal, determinamos a entrada do trem e do metrô."

Alckmin reafirmou ainda que o governo estuda um Bilhete Mensal dos Trilhos para quem não usa ônibus. "Cerca de 30% das pessoas usam só trem e metrô. Para essas, faremos outro cartão."

Mais conteúdo sobre:
Bilhete mensal

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.