Bilhete integrado de SP terá licitação de R$ 510 milhões

Minuta prevê disputa internacional para PPP e vencedor assumirá toda arrecadação de Metrô, CPTM e SPTrans

Eduardo Reina, O Estado de S. Paulo

14 Maio 2009 | 08h34

Começa a sair do papel o Bilhete Integrado Metropolitano (BIM), sistema pelo qual o passageiro de 39 cidades da Região Metropolitana de São Paulo (incluindo a capital) poderá se deslocar por um tempo determinado usando todos os meios de transportes participantes. Resumindo: trata-se da expansão do bilhete único que já existe na capital para os demais municípios.

A empresa ou o consórcio - brasileiro ou internacional - que vencer a concorrência do BIM terá de pagar indenização de R$ 200 milhões à Prefeitura de São Paulo pelos investimentos já realizados na implementação do Bilhete Único Eletrônico na capital, desde maio de 2004. O vencedor terá de arcar com R$ 310 milhões para instalar o esquema, além de gerenciar o sistema de arrecadação da Linha 4-Amarela do Metrô até o início da operação comercial, prevista para até o início de 2010, além de assumir integralmente os sistemas de arrecadação da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e São Paulo Transporte (SPTrans), que administra os ônibus na capital.

De hoje até 15 de junho, a minuta da concorrência estará à disposição dos interessados em participar da disputa. Já a instalação do sistema único de arrecadação centralizada, modernizado e incluindo os serviços prestados aos usuários ocorrerá até 24 meses depois da assinatura do contrato. O edital vai às ruas em julho.

A concessão será feita por meio de parceria público-privada (PPP), por 30 anos, com contrato reajustado anualmente pelo IPC-Fipe. Vencerá aquele que oferecer o menor valor da contraprestação a ser paga pela administração pública, nesse caso o governo estadual e a Prefeitura. Também participará do contrato a ViaQuatro, empresa que vai operar a futura Linha 4 do Metrô.

Está prevista ainda a participação de futuras operadoras, gestoras de serviços de transportes de outros municípios da Região Metropolitana de São Paulo, que poderão aderir ao sistema BIM.

Passe inteligente

Será necessário criar uma câmara de compensação, espécie de banco, para administrar o dinheiro das passagens, além de implantar novos validadores de bilhetes, bloqueios e sistemas (softwares) para leitura dos bilhetes. Em Nova York, por exemplo, o Metropass custa US$ 25 e dá direito a usar metrô, trens e ônibus por uma semana. Está prevista a criação aqui de um bilhete inteligente, recarregável, para a utilização do BIM.

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