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Bilhete gratuito a desempregado passará por análise, diz Haddad

Prefeito de São Paulo disse que gratuidade a pessoas sem emprego na capital causa 'despesas extras' e demanda estudo de impacto

Juliana Diógenes, O Estado de S. Paulo

09 de outubro de 2015 | 17h04

SÃO PAULO - O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse nesta sexta-feira, 9, que o projeto de "bilhete especial do desempregado", aprovado na Câmara Municipal na última quarta-feira, 7, passará por uma análise de impacto orçamentário. Haddad citou o passe livre, benefício que já é garantido pela Prefeitura a estudantes e idosos, com gratuidade de tarifa de ônibus.

"Tudo o que gera despesas extras, para ser aprovado e sancionado, precisa ter análise de impacto. Não sei dizer, nem saberia estimar, qual é o impacto dessa decisão para as contas públicas", afirmou Haddad. 

O papel da Secretaria Municipal dos Transportes, segundo o prefeito, será o de verificar se há "espaço orçamentário" para a gratuidade da tarifa aos desempregados da capital.

"São 300 mil beneficiários entre 60 e 65 anos que agora têm (gratuidade). São quase 500 mil estudantes que têm passe livre. Ou seja, 800 mil pessoas deixaram de pagar tarifa em São Paulo. Quantos são essa população (de desempregados) eu não saberia estimar", disse o prefeito.

O Projeto de Lei (PL) 842/2013 é de autoria dos vereadores Mário Covas Neto (PSDB) e Toninho Vespoli (PSOL) e segue para sanção do prefeito. O cartão concede gratuidade no transporte público municipal aos que se encontram em situação de desemprego na capital. 

O bilhete tem validade de 90 dias. Os beneficiados terão que comprovar que foram demitidos sem justa causa no período mínimo de um mês e máximo de seis meses. 

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