Bilbao, da crise da indústria a exemplo para o mundo

O enredo é conhecido, mas raramente com um final tão feliz. Nos anos 80, a espanhola Bilbao viu suas indústrias fecharem as portas, deixando fábricas e galpões vazios e 25% da população sem emprego. Mais de duas décadas depois, a cidade do País Basco tornou-se exemplo de transformação urbana bem sucedida.

, O Estado de S.Paulo

23 de maio de 2010 | 00h00

Prova desse êxito será dada neste sábado, quando o governo de Cingapura entregar ao prefeito de Bilbao, Iñaki Azkuna, um prêmio como a melhor entre 78 cidades do mundo. Foram avaliados aspectos como qualidade de vida, moradia e sustentabilidade. "Bilbao é um exemplo de cidade que se renova continuamente", disse Cheong Koon Hean, uma das responsáveis pelo prêmio.

Projetos como a instalação da filial do Museu Guggenheim, que custou mais de US$ 220 milhões, ajudaram a atrair turistas e mudar o horizonte do antigo polo industrial. Mas não foi só isso. Bilbao seguiu à risca um plano de reocupação de antigos galpões como o Alhóndiga, um armazém de vinho e azeite de 1909 desativado desde os anos 70.

O edifício foi reinaugurado na semana passada como um centro cultural e de lazer, com acervo multimídia de 50 mil itens, academia comunitária, duas piscinas e restaurantes. O projeto é assinado pelo designer francês Philippe Starck. Uma obra de 75 milhões que, como toda Bilbao, desperta um misto de admiração e inveja em cidades que vivem o mesmo problema.

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