Bienal recebe 11,5 mil no 1º fim de semana

A 29.ª Bienal de São Paulo, aberta no sábado para o público, recebeu, segundo a organização do evento, 11,5 mil visitantes no fim de semana, número que pode ser considerado baixo para a expectativa que se tem sobre esta edição. Isso se comparado com a 27.ª Bienal, de 2006, que tinha grande porte como o da mostra deste ano (apresentava obras de 118 artistas, enquanto a atual tem participação de 159 criadores), e registrou recorde de 112.089 visitantes na sua primeira semana (com média diária de 12.454 pessoas).

Camila Molina, O Estado de S.Paulo

29 Setembro 2010 | 00h00

"Não tínhamos projeção (para a inauguração) e tem de se levar em conta que choveu, mas com certeza vamos chegar a 1 milhão", diz o produtor-geral da 29.ª Bienal, Emilio Kalil, sobre a expectativa de público para o evento. A mostra ficará aberta até 12 de dezembro.

A 28.ª edição, de 2008, foi atípica e revelou o auge da crise vivida pela instituição - tanto que ficou apelidada de "Bienal do Vazio", tendo um andar inteiro do prédio desprovido de obras e 41 artistas participantes. Sua visitação geral foi de apenas 162 mil pessoas.

Já a mostra de 2006, que também colocava como expectativa receber 1 milhão de visitantes, registrou, no fim, público de 535 mil. Mostrando mais números, a 26.ª Bienal, em 2004, foi a primeira com entrada gratuita e teve o maior público total: 917 mil.

As pessoas que foram à 29.ª Bienal de São Paulo, intitulada Há Sempre Um Copo de Mar para Um Homem Navegar, não encontraram filas. Já a abertura exclusiva para convidados da Bienal contabilizou cerca de 5,8 mil pessoas na semana passada, também segundo Kalil

Agenda. Além de apresentar dentro e fora do pavilhão da Bienal mais de 800 obras, esta edição terá diversas atividades - performances, apresentações, palestras e exibições de filmes - nos espaços especiais projetados para a mostra por artistas e arquitetos (veja destaques ao lado), os chamados "terreiros".

PROGRAMAÇÃO

Hoje

12h: exibições dos filmes Xarabovalha, de Heloisa Buarque de Hollanda; Pátio, de Glauber Rocha; Frantz Fanon, de Isaac Julien; Âshûrâ, de Jalal Toufic (3º andar)

Amanhã

19h30: debate sobre arquitetura com integrantes do famoso escritório holandês UNStudio (2º andar)

Sexta-feira

14h30: exibições dos filmes Iluminai os Terreiros, de Eduardo Climachauska, Gustavo Moura e Nuno Ramos; Brasília, de Joaquim Pedro de Andrade, e Tombée de Nuit sur Shangaï, de Chantal Akerman (3º andar)

Sábado

16h: conversa com a filósofa Marilena Chauí (2º andar)

Domingo

18h: Performance do grupo Bando Cavallaria a partir de textos do artista Flávio de Carvalho (térreo)

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