Bienal arrecada R$ 1,6 milhão em jantar

Evento foi prestigiado pela artista Tomie Ohtake

MARILIA NEUSTEIN, O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2011 | 03h05

O jantar de fundraising para a Fundação Bienal de São Paulo, anteontem, no prédio do pavilhão, no Parque do Ibirapuera, reuniu boa parte dos interessados em incentivar a produção de arte contemporânea do País.

O presidente da fundação, Heitor Martins, não escondeu a alegria durante o evento, que também comemorou os 60 anos da instituição. A arrecadação do jantar neste ano foi de R$ 1,6 milhão, cerca de 30% a mais do que os R$ 1,2 milhão do ano passado. Segundo Martins, o dinheiro ficará no caixa da instituição. Os convidados - que pagaram R$ 5 mil por convite - tiveram a oportunidade de conhecer algumas obras do inglês Damien Hirst, parte da mostra Em Nome dos Artistas - Arte Contemporânea norte-americana na coleção Astrup Fearnley, que abre no dia 30. Além de serem agraciados com o programa Mais Bienal, que oferecerá encontros com artistas e curadores e visitas orientadas exclusivas, entre outros benefícios.

Não foi só o presidente da Bienal quem comemorou. Tomie Ohtake, de 97 anos, foi a grande estrela da noite. A artista plástica abriu uma exceção e aceitou gravar um depoimento em vídeo homenageando o aniversário da Bienal. Também fez questão de sair da toca para ir ao jantar e receber aplausos, de pé, por sua presença.

Gunnar Kvaran, curador islandês responsável pela montagem da exposição, também foi contagiado pelo clima de festa. Disse estar encantado com o prédio da Bienal. "Niemeyer criou algo que está em constante mutação. São muitas as possibilidades do que podemos fazer aqui dentro. Montar essa mostra foi um processo maravilhoso, mas não conseguiria realizá-lo sem Daniela Thomas e Felipe Tassara. Eles são grandes maestros", contou, elogiando os parceiros de trabalho. "Não vou embora do Brasil nunca mais", disse à coluna Direto da Fonte, brincando.

Além da voz institucional de Heitor Martins, os "três poderes" também marcaram presença. O Ministério da Cultura, representado por Vitor Ortiz; o secretário estadual de Cultura, Andrea Matarazzo - que homenageou "Cicillo Matarazzo por ser um grande mecenas"; e o secretário municipal de Cultura, Carlos Augusto Calil, falaram sobre parcerias com a fundação.

Já a comunidade artística contou com as falas dos artistas plásticos Waltercio Caldas e Tunga - este chamou a atenção ao evocar uma frase do escritor argentino Jorge Luis Borges para explicar o processo de criação: "O maior labirinto é o deserto."

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