BID e BNDES financiam estudo de trem-bala entre RJ e SP

US$ 1,8 milhão será investido para a análise da viabilidade da licitação; resultado deve ser divulgado em 8 meses

Fabiana Cimieri, de O Estado de S. Paulo,

04 de março de 2008 | 18h07

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), estão investindo US$ 1,8 milhão para financiar um estudo de viabilidade da licitação para a construção do trem-bala entre Rio e São Paulo.   O estudo será feito pelo consórcio formado pelas inglesa Halcrow Group e as brasileiras Balman Consultores Associados e Sinergia Estudos e projetos.   Segundo o chefe da Consultoria de Desenvolvimento de Projetos do BNDES, Henrique Pinto, o investimento do BID é de US$ 1,5 milhão e a contrapartida do BNDES é de US$ 300 mil.   Já existem outros dois projetos para o trem-bala - um alemão, de 2004, e um italiano, de 2007. Os coreanos e japoneses também devem apresentar suas propostas nas próximas semanas. O estudo de viabilidade irá mostrar a viabilidade tecnológica, financeira e de mercado.   O estudo tem o prazo de 8 meses para ficar pronto. Depois, se for considerado viável, será aberta licitação para a escolha das empresas interessadas.   Dificuldades   Uma das maiores dificuldades é fazer o traçado ideal da ferrovia. A diferença de altitude entre Rio e São Paulo é de 800 metros, mas as rampas não podem ser superior a quatro graus e nem curvas com menos de quatro mil metros de raio. Essa análise tecnológica será feito pelo Halcrow Group.   A Sinergia Estudos e Projetos fará o estudo de demanda de passageiros e, de acordo com ele, definirá quantas e quais serão as estações intermediárias. São José dos Campos, Taubaté, Resende, Volta Redonda e Jundiai, com extensão até Campinas são as mais cogitadas.   O valor da tarifa e as possibilidades de retorno do investimento serão analisadas pela Balman.   Preferência dos passageiros   Uma pesquisa do Ibope, encomendada pela Secretaria estadual de Transportes, mostrou que se o trem-bala já estivesse funcionando, 86% das pessoas prefeririam esse meio de transporte a outros meios como carro, ônibus ou avião.   Atualmente, 4 milhões de passageiros utilizam a ponte aérea por ano e 1,8 milhão usam o ônibus para se locomover entre as duas cidades.

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