GABRIELA BILO/ ESTADÃO
GABRIELA BILO/ ESTADÃO

Biblioteca Mário de Andrade ganha arte na calçada

Mosaico da artista Regina Silveira foi inaugurado nesta terça-feira, 1

Juliana Diógenes, O Estado de S. Paulo

02 de setembro de 2015 | 03h00

Quem cruza a Rua da Consolação e a Avenida São Luís está convidado a pisar em uma obra de arte pública. Feita para remeter a um bordado em ponto cruz, a calçada da Biblioteca Mário de Andrade, no centro da capital, ganhou um mosaico de mil metros quadrados com a palavra “biblioteca” em 12 idiomas. Um deles é o grego, língua de origem do vocábulo: uma grande caixa (theke) de livro (biblio). Oito meses após ser finalizada pela artista Regina Silveira, a obra foi inaugurada nesta terça-feira, 1.

O projeto Paraler usou quase 2 milhões de placas de porcelanato em seis tons. Algumas peças formam agulhas transpassadas por linha branca, como se formassem o alinhave da palavra. Segundo Regina, os trechos em branco referem-se ao infinito, um pot-pourri cultural. “A obra é uma espécie de logotipo para a biblioteca e uma alusão à cultura e ao conhecimento, como um bordado de ponto cruz que vai se formando.”

A obra foi projetada em 2002 para o novo edifício da New York Public Library (EUA), mas não saiu do papel. Adaptada para São Paulo, a calçada levou dois anos para ficar pronta e foi entregue em novembro de 2014. O custo estimado é de quase R$ 1 milhão, financiado com Lei Rouanet e patrocínio.

O diretor da Biblioteca Mário de Andrade, Luiz Armando Bagolin, disse que a obra faz parte da tentativa de repactuar as relações da instituição com o entorno. “A obra agrega valor ao acervo. Não é só a questão estética, mas interagir com o público neste momento em que a Mário de Andrade se abre mais ao cotidiano da cidade.” 

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