Bem localizado, Perdizes vira sinônimo de qualidade de vida

Bem localizado, Perdizes vira sinônimo de qualidade de vida

Região ficava entre os córregos do Pacaembu e da Água Branca e ganhou esse nome devido à criação de perdizes em chácara

O Estado de S. Paulo

27 Novembro 2014 | 11h40

Densamente ocupado, Perdizes é sinônimo de qualidade de vida: o bairro possui o terceiro índice de desenvolvimento humano mais elevado da cidade, atrás apenas de Moema e Pinheiros. E tudo começou, na realidade, na chácara do vendedor de garapa Joaquim Alves Fidelis, que tinha uma criação de perdizes no seu quintal, onde hoje fica o Largo Padre Péricles.  Em 1850, mesmo depois da venda da propriedade, o lugar já era conhecido como “quintal das perdizes” e quase 50 anos depois o nome entrou para a planta oficial da cidade.

Na realidade, essa região foi uma sesmaria doada aos jesuítas em 1561 por Martim Afonso de Souza, donatário da capitania de São Vicente. Os religiosos arrendaram parte da área a particulares e fundaram o Sítio Pacaembu, que ficava entre dois córregos, o Pacaembu (onde hoje fica a avenida) e o Água Branca (atual Avenida Sumaré).

Um dos personagens mais importantes do bairro é o padre Péricles Gomes Barbosa, que dá nome ao local que abriga a Igreja São Geraldo. Ele foi o primeiro vigário da igreja em 1914 e responsável pelas obras da nova matriz. Também é na igreja que está o sino da Independência, que anunciou a proclamação às margens do Ipiranga, em 7 de setembro de 1822.

A maior ocupação da região aconteceu entre 1940 e 1950 a partir da divisão de lotes, criando superquadras. Um exemplo disso é a esquina das Ruas João Ramalho, Franco da Rocha e Homem de Mello, famosas pela arquitetura de seus prédios. Hoje, o bairro é um dos locais que mais atrai lançamentos imobiliários na zona oeste, com um dos metros quadrados mais valorizados da capital.

Um dos grandes atrativos é sua localização privilegiada que dá acesso às principais vias da cidade: Marginais Pinheiros e Tietê, Avenida Paulista, Avenida Sumaré, centro, bairros Pacaembu e Pompeia etc. A região também é bem servida de transporte público, tanto de metrô quanto ônibus, para qualquer ponto da capital.

O bairro também é conhecido por abrigar o Estádio Palestra Itália (o Parque Antártica), que passou por reformas recentemente para se tornar uma moderníssima arena multiuso. A previsão é que, para shows, a capacidade máxima chegue a 60 mil pessoas.

Também em Perdizes fica a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), uma das mais tradicionais instituições de ensino superior do País, e o Teatro Tuca, palco de manifestações artísticas e contra a ditadura militar. Outra grande opção de lazer no bairro, para todas as idades, é o Parque da Água Branca, uma área de 137 mil m² com espírito de fazenda que abriga atrações culturais como o Museu Geológico e a Casa do Caboclo. 

 

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