Belas Artes segue sem patrocínio, mas ganha ajuda de restaurantes

Enquanto isso, o Cine Belas Artes ainda não achou um parceiro à altura para substituir o banco HSBC - que desde 2004 firmava parceria com o tradicional cinema da Rua da Consolação. "Depois que vocês (do "Estado") publicaram uma reportagem (em 6 de maio), apareceram umas 30 empresas interessadas", conta o sócio-proprietário André Sturm.

Edison Veiga, O Estado de S.Paulo

16 de junho de 2010 | 00h00

Com o rompimento da parceria, a administração do cinema se esforça para pagar em dia os 30 funcionários fixos e arcar com o alto valor de aluguel (R$ 60 mil mensais) e IPTU (R$ 10 mil mensais) do imóvel. "O bacana são os movimentos que estão surgindo", diz Sturm.

R$ 5 a mais na conta. Movimentos? Sim, a notícia do risco de fechamento do cultuado cinema repercutiu entre diletantes da sétima arte. Tanto que um grupo de 15 restaurantes paulistanos, entre eles Arábia, Così, ICI Bistrô e Tordesilhas, anunciam uma campanha - entre julho e agosto - em que cada cliente será convidado a desembolsar R$ 5 para ajudar o cinema. "Ao pagar, o cliente ganha um vale-ingresso que, carimbado após a sessão, valerá uma sobremesa em uma próxima refeição no mesmo restaurante", explica Sturm.

Mas atrair público não é o problema do endereço cult. No ano passado, foram 320 mil espectadores. Fundado em 1952 como Cine Trianon - e rebatizado de Belas Artes em 1967 -, o cinemão de seis salas está incorporado ao patrimônio cultural paulistano. Isso só aumenta a responsabilidade de Sturm, que quer de todo modo que o empreendimento seja um filme de final feliz.

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