Evelson de Freitas/AE
Evelson de Freitas/AE

Belas Artes obtém patrocínio e propõe aluguel maior

Nome do patrocinador ainda é sigilo, mas André Sturn, sócio do cinema garante que a oferta feita não chega ao valor pedido pelo dono, R$ 150 mil, mas é bem acima do é pago atualmente

Bruno Paes Manso, O Estado de S.Paulo

15 Fevereiro 2011 | 00h00

Com a ajuda de um patrocinador cujo nome ainda é mantido em sigilo, André Sturm, sócio do Cine Belas Artes, apresentou ontem de manhã nova proposta para tentar convencer o dono do imóvel, Flávio Maluf, a não despejá-lo do prédio na esquina da Avenida Paulista com a Rua da Consolação.

Atualmente, a Pandora e a O2 Filmes, do cineasta Fernando Meirelles, sócios do Belas Artes, pagam R$ 63 mil mensais de aluguel, valor que já havia sido reajustado no ano passado. Maluf pede R$ 150 mil. Segundo Sturm, a oferta feita ontem não chega ao valor pedido pelo dono, mas é bem acima do que vinha sendo pago. "Prefiro não dizer o valor. Agora a bola voltou para o colo deles. Vamos ver o que eles decidirão", afirmou Sturm. Segundo ele, o proprietário deve responder até amanhã.

O Estado entrou em contato ontem com o advogado de Maluf, Fabio Luchesi Filho. Ele não falou da oferta feita pelo Belas Artes, mas afirmou que pode se encontrar com Sturm nesta semana. "As portas sempre estiveram abertas", disse.

Caso a resposta seja negativa, o Belas Artes deve fechar as portas na quarta-feira da semana que vem. Sturm não deve programar nada especial. "Essas semanas foram muito desgastantes. Estou ansioso e cansado. Preciso ainda pensar o que faremos semana que vem."

Mesmo que os proprietários do imóvel decidam pela interrupção do contrato, ainda existe a possibilidade do tombamento do Belas Artes pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp). A abertura do processo de tombamento do cinema ocorreu no dia 18 de janeiro e o prazo para uma resposta deve sair em abril.

Os proprietários do Belas Artes dizem não temer o tombamento. Luchesi Filho acredita que os donos estão "juridicamente preservados, porque não há tombamento por função e o imóvel não justifica a medida de preservação".

O Belas Artes funciona no local desde 1943. No último dia 30 de dezembro, o proprietário pediu o imóvel.

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