Bebê tem complicações em creche do interior de SP e morre

Laudo final com causa da morte fica pronto em um mês; laudo preliminar apontou suspeita de engasgamento

Brás Henrique, O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2008 | 19h16

A morte do bebê João Pedro Velloso, de seis meses, ocorrido na manhã de sábado, em Ribeirão Preto, ainda é um mistério para a família e uma fatalidade para a direção da creche onde a criança passou mal, na sexta-feira. A direção do Hospital São Lucas, onde João Pedro foi atendido e ficou no Centro de Terapia Intensiva (CTI), entre o final da manhã de sexta e a manhã de sábado ainda espera o laudo da causa da morte do Serviço de Verificação de Óbito (SVO), que poderá demorar um mês. "A causa da parada cardíaca ainda não está definida", disse o diretor do hospital, Pedro Palocci. O pai, o vendedor Juliano, e a mãe, a auxiliar administrativa Vanécia, aguardam o laudo final, que poderá sair em até 30 dias, para decidirem se tomarão alguma medida. "Ninguém sabe a causa da morte dele", disse Juliano. O corpo de João Pedro foi sepultado no domingo. O bebê freqüentava a Escola Pique Aprende havia um mês e 20 dias. A filha de Juliano e Vanécia, Beatriz, de dois anos e dez meses, já freqüenta a creche desde os quatro meses. A mãe levou o filho pela manhã e por volta de 11 horas de sexta-feira telefonaram a ela informando que João Pedro tinha passado mal e que estava internado. Quando os pais chegaram, souberam que ele havia sofrido uma parada cardíaca. Vários exames foram feitos e num deles, à noite, foi constatado um edema cerebral. O bebê morreu às 7h10 de sábado. Na creche, o bebê havia tomado suco de laranja e leite. A professora esperou ele arrotar para colocá-lo novamente deitado, no berço, mas notou que ele não reagia, que estava imóvel. A ambulância da SOS Médicos, uma empresa particular especializada em atendimento de urgência e emergência pré-hospitalar, foi acionada e o levou ao hospital. O bebê foi direto para a CTI, de onde não saiu. O que a família de João Pedro estranhou foi que o corpo só foi liberado à noite e o laudo apontou suspeita de aspiração (engasgamento). Faltando uma hora para o sepultamento, o corpo foi levado novamente para a necropsia e o segundo laudo apontou edema cerebral pós-parada cardiorrespiratória. "A saúde dela estava normal", afirma Juliano Velloso. A diretora pedagógica e proprietária da Pique Aprende, Fernanda Cabral Vidal, considera o fato uma fatalidade, pois nenhum acidente ocorreu dentro da unidade. Garante que não houve demora no socorro e que ela e outras professoras fizeram massagem cardíaca e respiração artificial boca-a-boca no bebê. No final da tarde desta segunda-feira, 22, Juliano e Vanécia estiveram na creche e conversaram com Fernanda. Prestei minha solidariedade e falei que eles irão saber o que ocorreu antes de mim, pois nada sei do que ocorreu", afirmou Fernanda.

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