Bebê é abandonado dentro de caixa de papelão em Ferraz

Paulo Samuel, nome dado pela equipe que o achou, tem aproximadamente 6 meses e passa bem

Daniela do Canto, Central de Notícias

11 Março 2009 | 05h49

Um bebê de aproximadamente 6 meses de idade foi encontrado abandonado em uma caixa de papelão dentro de um estacionamento no centro de Ferraz de Vasconcelos, município da Região Metropolitana de São Paulo, no início da madrugada desta quarta-feira, 11.   O menino foi levado ao Hospital Regional da cidade e, segundo informações da Polícia Militar, passa bem. Ele já é chamado carinhosamente de Paulo Samuel: o primeiro nome foi sugerido por PMs e o segundo pela equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que o levou ao hospital.   Os soldados Jéferson Luiz e Elisângela Martins Roncari, da 3ª Companhia do 32º Batalhão, foram acionados por meio da Central de Operações da PM sobre o caso. Foi o dono de um restaurante localizado na altura do número 465 da Avenida 15 de Novembro que encontrou o bebê. A caixa de papelão estava ao lado do carro dele, no estacionamento em frente ao restaurante. Os PMs chegaram ao local por volta das 0h50 e a soldado Elisângela foi a primeira a pegar a criança no colo. "Ele vestia um macacãozinho azul e uma touca branca e estava quentinho, enrolado em um cobertor, dormindo", contou.   Na avaliação dos PMs, o bebê foi abandonado depois das 23h. "Ele estava sequinho e choveu na cidade até as 23h", explicou Elisângela. Ela, que não tem filhos, disse ter passado por uma situação semelhante há cerca de dois anos. "Daquela vez encontramos uma menina, recém-nascida", contou.   Segundo os policiais, o bebê deveria passar a madrugada toda no hospital e depois ficaria sob a responsabilidade do Conselho Tutelar. O caso foi registrado na Delegacia de Ferraz de Vasconcelos como abandono de incapaz e a agora a Polícia Civil deve conduzir uma investigação na tentativa de identificar os responsáveis pela criança.   Emoção   Os policiais que encontraram o pequeno Paulo Samuel se mostraram emocionados com a situação. A soldado Elisângela acredita que o caso poderia ter sido pior caso a criança não fosse vista pelo dono do restaurante ainda no início da madrugada. "Provavelmente ela estaria morta", avaliou. Mesmo assim, a policial preferiu não emitir uma opinião sobre a atitude do responsável pelo abandono. "Não posso julgar", disse.   O soldado Jéferson Luiz revelou o pensamento dos policiais assim que receberam o aviso da central sobre o bebê. "A nossa preocupação era encontrar a criança com vida e bem, o que felizmente aconteceu. Ao contrário do que muitos pensam, a PM presta muito serviços de utilidade à comunidade", afirmou.

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