BB não cumpre o prometido

PROGRAMA 'BOMPRATODOS'

O Estado de S.Paulo

02 de junho de 2012 | 03h02

Há um mês estive em uma agência do Banco do Brasil (BB) para me informar sobre os benefícios da redução das taxas bancárias. Soube que eu poderia pagar uma tarifa diferenciada e aderir ao programa Bompratodos. Segundo um funcionário, minha taxa do cheque especial, que estava em 8,99%, passaria a ser 3,99%. Minha senha foi cadastrada e, segundo ele, a partir de 10 de maio, passaria a pagar menos juros. Finalmente chegou o dia 10; no entanto, nada mudou. Enviei vários e-mails para a agência, sem sucesso. Somente no dia 21 de maio recebi uma ligação do banco. O funcionário se desculpou e explicou que houvera alguns inconvenientes no meu cadastro e que eu deveria ir novamente ao banco. Ao chegar à agência, expliquei meu caso e a funcionária apenas disse que meu perfil não se encaixava no benefício prometido, que era só para quem tem conta salário! Além de o BB não ter me fornecido as informações corretas desde o início, acho um desrespeito eles divulgarem comerciais com informações inverídicas, dizendo que baixaram os juros, mas na prática isso não acontece. Para completar, a funcionária disse que poderia me ajudar oferecendo uma linha de crédito para eu cobrir o valor do cheque especial!

ÉRICA MACHADO / SÃO PAULO

O Banco do Brasil informa que contatou a leitora para esclarecer sobre as características do programa Bompratodos.

A leitora reclama: O Banco do Brasil me ligou, mas para oferecer empréstimos e outras linhas de crédito, não a redução da taxa do cheque especial.

REFORMA DA CALÇADA

Barulho na madrugada

Na madrugada do dia 22 de maio entrei em contato com o Programa de Silêncio Urbano (Psiu), da Prefeitura, para reclamar do barulho na madrugada das obras de reforma do Instituto Pasteur. A atendente informou que, por se tratar de obra do Pasteur, não teria como me ajudar. Argumentei que não se tratava de obras emergenciais, mas de reforma da calçada, e, ainda assim, ela disse que não poderia fazer nada. Entendo que obras públicas, em caráter não emergencial, também devam respeitar as leis em vigor.

CLEIDE QUILICONI / SÃO PAULO

O Instituto Pasteur informa que as obras para a adequação do seu passeio só podem ser realizadas em horário noturno, de acordo com a lei referente à Zona de Máxima Restrição de Caminhões. Esclarece que a obra está devidamente autorizada pelos órgãos competentes e ocorre para melhor conforto e segurança aos usuários da instituição. O instituto pede desculpas por eventuais transtornos.

A leitora comenta: Acredito que uma autorização prévia é o mínimo que se deve ter para a realização de uma obra, principalmente quando se trata de uma obra pública e de grande porte. Entendo que a lei de Zona de Máxima Restrição de Caminhões restrinja os horários de trabalho, mas desconheço lei que permita e autorize obras, barulho de britadeira, quebra-quebra e derrubada de entulho até as 4 horas, ainda mais se não for obra de caráter emergencial, como vazamento de gás ou água. Se essa lei existe, não há o que questionar. O jeito é ficar sem dormir e aguentar calado.

AVENIDA INTERLAGOS

Risco de atropelamentos

A Avenida Interlagos possui em toda a sua extensão, após a passagem pela Ponte Jurubatuba, sentido autódromo, grades no canteiro central que impedem a travessia de pedestres. Acontece que, na altura do n.º 5.937 desta avenida, moradores do lado oposto retiraram um pedaço da grade (que está encostada lá mesmo) só para não terem de caminhar 50 metros até uma faixa de travessia com farol, com grande risco de atropelamentos. Somente os agentes de fiscalização da Prefeitura não veem esta irregularidade, que perdura há meses.

DETLEF W. SCHULTZE

/ SÃO PAULO

A CET informa que o problema já havia sido detectado, tanto que, em novembro de 2011, providenciou a manutenção do gradil modular. No entanto, diante da reincidência do problema, foi elaborado um novo projeto de manutenção para o mesmo local, a ser executado conforme cronograma de serviços da companhia.

O leitor avalia: A resposta satisfaz em parte, porque a informação de que o projeto será executado conforme cronograma da CET é totalmente vaga. Por que a CET não é capaz de, pelo menos, estimar uma data, ou um prazo, provável para executar o serviço? Está esperando alguém ser atropelado no local? A situação pede mais do que uma resposta burocrática, requer ação urgente!

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