Bauru protesta contra excomunhão de padre que defendeu homossexuais

Cerca de 500 pessoas foram às ruas. Uma manifestante foi atingida por ácido. Religioso foi expulso no meio da semana após criticar postura da Igreja Católica em relação aos gays

Chico Siqueira, Especial para o Estado

04 Maio 2013 | 16h51

BAURU - Vestidas com roupas brancas e munidas de faixas, cartazes, apitos e megafone, cerca de 500 pessoas participaram neste sábado, 4, de um ato de protesto contra a excomunhão do padre Roberto Francisco Daniel, o padre Beto, em Bauru (SP). O padre foi excomungado na última segunda-feira, 29, por ter criticado as posições da Igreja contra os homossexuais e os bissexuais.

Os manifestantes, em sua maioria católicos de diversas paróquias da cidade, se reuniram por volta das 10h30 na frente da Catedral Divino Espírito Santo, a principal da Igreja Católica de Bauru. Eles gritavam palavras de apoio ao padre e, depois, saíram em caminhada pelo calçadão do comércio local, parando algumas vezes para rezar a Ave Maria e, novamente, gritar palavras de ordem pelo megafone, seguidas de um apitaço.

Durante a passeata uma manifestante foi atingida por ácido, jogado por uma pessoa não identificada que estava numa sobreloja. A bióloga Viviane Moreira sofreu queimaduras nos braços e no rosto. A Polícia Militar registrou a ocorrência para apuração do incidente.

A manifestação foi convocada pelo grupo Eu Apoio Padre Beto, criado depois do ato de excomunhão por fiéis da paróquia São Benedito, onde o padre rezava missas. “O que queremos é que a Igreja se transforme, porque achamos que, se uma pessoa pode transformar a Igreja, estamos aqui, em centenas, pra pedir que ela se transforme, porque não estamos mais na inquisição”, disse Cristiane Faustino, uma das líderes do grupo e organizadora da manifestação.

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