Bate-boca entre parlamentares foi estopim de tumulto

Projeto que chegou ao plenário não tinha análise das áreas de Transporte e Saúde e, por isso, vereadores decidiram fazer de improviso um congresso de comissões

Diego Zanchetta, O Estado de S. Paulo

29 Abril 2014 | 20h51

SÃO PAULO - A votação do Plano Diretor teve de ser adiada porque o projeto chegou ao plenário instruído apenas pelos relatórios das Comissões de Política Urbana e de Justiça. Não havia qualquer texto com a análise das áreas de Transporte e de Saúde, por exemplo, para a proposta que cria novas regras para o crescimento da cidade pelos próximos dez anos.

Os vereadores então decidiram fazer de improviso um congresso de comissões, expediente comum em grandes votações de projetos de pouco impacto, como nomenclatura de vias públicas.

O vereador Milton Leite (DEM) alertou, no entanto, seus colegas da Casa de que os relatórios que seriam produzidos de improviso para o Plano Diretor precisavam ser publicados no Diário Oficial da Cidade antes da primeira votação em plenário. O presidente José Américo (PT) comunicou que a votação seria realizada apenas nesta quarta-feira, 30.

Logo após a fala do presidente sobre o adiamento, o líder de governo Arselino Tatto (PT) discordou e pediu para que a votação fosse realizada, o que inflou os manifestantes do lado de fora e dentro do plenário. O bate-boca dos vereadores foi o estopim para o início da manifestação violenta dos sem-teto, que começaram a lançar blocos de concreto contra a polícia e a sede da Câmara.

Por volta das 19h30, Américo fez um novo comunicado ao lado do líder do PSDB, Floriano Pesaro. Ele garantiu que a votação do Plano Diretor vai ocorrer nesta quarta-feira, 30, a partir das 15h - as discussões devem se estender até o início da madrugada de quinta, 1º.

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