Batalhão da PM atua como polícia pacificadora em morro do Rio

"Quero deixar claro que isso aqui não é UPP (Unidade de Polícia Pacificadora). Houve uma pacificação por meio do 2.º Batalhão da Polícia Militar", diz a tenente Paula Apulchro em uma sala da associação de moradores do Morro Azul, no Flamengo, zona sul do Rio.

Felipe Werneck /RIO, O Estado de S.Paulo

13 de outubro de 2010 | 00h00

O traficante Renato Red Bull, que comandava a venda de drogas no local, foi morto há cerca de 40 dias. Depois disso, policiais do Batalhão de Botafogo ocuparam o morro.

"Foram os próprios moradores que chamaram os policiais para ocupar o morro", diz o rapper Akira Presidente, convidado para fazer um show ontem na favela. Moradores, porém, ainda estão receosos. Elogiam a iniciativa, mas temem sofrer represálias, caso a polícia saia e criminosos retornem.

O tenente-coronel Antonio Carlos Carballo, que comandava o 2.º BPM e idealizou a ocupação do Morro Azul, foi exonerado do cargo na semana passada com outros 18 comandantes. "O novo comandante (coronel Antonio Henrique Oliveira) disse que vai manter a ocupação", diz a tenente Paula, responsável pelo setor de relações públicas do 2.º BPM.

Segundo a tenente, há uma orientação segundo a qual favelas menores podem ser ocupadas pelos batalhões de área, sem a necessidade da instalação de uma UPP - que requer a formação de novos PMs.

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