JF Diório/Estadão
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Bastidores: Reunião teve embate entre Haddad e Braga

Governador apareceu de surpresa e colocou peso político no encontro, levando secretários da Casa Civil, Energia e Ambiente

Pedro Venceslau, O Estado de S. Paulo

14 Fevereiro 2015 | 03h00

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) apareceu de surpresa na manhã desta sexta-feira, 13, na primeira reunião do Comitê de Crise Hídrica, formado com prefeitos da região metropolitana. O governo decidiu colocar peso político no encontro e enviou também outros secretários, além de Benedito Braga (Recursos Hídricos). Estiveram presentes o titular da Casa Civil, Edson Aparecido, o secretário de Energia, João Carlos Meirelles, a secretária de Meio Ambiente, Patrícia Iglesias, e o subsecretário de Comunicação do Palácio dos Bandeirantes, Marcio Aith.

Na reunião que decidiu pela instalação do comitê, em 28 de janeiro, o único representante do governo estadual foi Braga, que tem um perfil mais técnico e acabou acuado diante da cobrança dos mais de 30 prefeitos e representantes das gestões municipais - em grande parte petistas.

Segundo integrantes do governo Alckmin, a ideia na reunião foi “sair da defensiva”. Enquanto o primeiro encontro aconteceu na Praça das Artes, que é da Prefeitura e próxima do gabinete de Fernando Haddad (PT), para este primeiro encontro formal do comitê, o governo estadual optou por jogar em casa. Convocou os prefeitos e demais participantes para o prédio da Secretaria de Recursos Hídricos, na Rua Bela Cintra

Segundo o relato de prefeitos presentes, a reunião foi marcada por um clima de tensão entre Fernando Haddad e Benedito Braga, que comandou a mesa. O petista teria insistido com o secretário de Recursos Hídricos de Alckmin (o governador falou apenas no encerramento) de que era necessário estabelecer prazos claros para o começo do rodízio de água. O pedido irritou Braga, que bateu na tecla de que a medida pode não ser necessária. Na tréplica do embate, Haddad retrucou, segundo participantes: “Foi o (engenheiro) Paulo Massato (diretor Metropolitano da Sabesp) quem falou em rodízio, não eu”. 

Reservadamente, prefeitos do comitê reclamam que a comunicação entre o governo estadual e as prefeituras não estaria sendo clara. Eles temem “pagar a conta política” da crise nas próximas eleições, no ano que vem.

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