Bastidores: Opção da Prefeitura é antecipar os recursos do PAC

Sem a garantia de que poderá contrair novos empréstimos até o fim de 2016, a gestão Haddad já articula uma saída para compensar a perda política provocada pelo atraso na regulamentação da dívida

Adriana Ferraz e Juliana Diógenes, O Estado de S. Paulo

25 de março de 2015 | 03h00

Sem a garantia de que poderá contrair novos empréstimos até o fim de 2016, a gestão Haddad já articula uma saída para compensar a perda política provocada pelo atraso na regulamentação da dívida. Com o apoio do diretório paulistano do PT, a Prefeitura inicia nesta quarta-feira, 25, uma pressão sobre a Caixa Econômica Federal pela liberação antecipada de parte dos recursos necessários para algumas das obras consideradas prioritárias pelo governo.

Fará parte da estratégia tratar obras de drenagem como ações urgentes. Haddad “venderá” as intervenções programadas para a região dos mananciais, por exemplo, como medidas destinadas a áreas de risco. Se conseguir obter essa classificação, os recursos tendem a sair mais rapidamente.

A ofensiva é defendida por vereadores do partido, que já temem o resultado das urnas no ano que vem. A avaliação é de que, para ter chances de ser reeleito, o governo precisa montar um canteiro de obras. Até agora, ele está vazio.


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