Bastidores: Dilma considera que aproveitou bem fala

A presidente Dilma Rousseff avaliou, com ministros e auxiliares, que aproveitou bem o tempo do seu único discurso, ao longo da semana, na presença do papa Francisco. No Palácio Guanabara, ela defendeu "aliança" com o Vaticano no combate à fome e à pobreza.

Leonencio Nossa, O Estado de S.Paulo

24 de julho de 2013 | 02h10

O Planalto argumenta que já desenvolve uma antiga parceria com as pastorais da Igreja de ajuda humanitária nos rincões e periferias do País e qualquer proposta para combater a miséria, ainda que não seja aceita oficialmente pelo Vaticano, deve ser considerada "concreta" e está de acordo com a postura pública e os discursos do argentino Jorge Bergoglio. Por isso, os cardeais do staff de Francisco não poderão expor descontentamento à proposta.

Outro auxiliar da presidente reconhece que o discurso na noite de segunda-feira foi longo e abusou do tom político em uma recepção de boas-vindas de cunho religioso, mas sem riscos. Para o Planalto, as reações contrárias de representantes do Vaticano ao discurso, nos bastidores, permanecerão como resmungos. O que vale, dizem os auxiliares, foi o comportamento sempre gentil e sereno do papa.

Dilma ainda declarou a auxiliares estar surpresa com o comportamento do papa, sem afetação. Ela acredita que Francisco aumentará cada vez mais sua influência na Igreja e nos países de tradição católica.

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