Barrados na Espanha voltam ao Brasil

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse ontem que os quatro brasileiros barrados no domingo no aeroporto de Madri não cumpriam os requisitos para serem admitidos na Espanha. O grupo, que teria confirmado que iria trabalhar na Europa, não teria os documentos regulares.

Lisandra Paraguassu / Brasília, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2013 | 02h15

De acordo com o ministro, o Consulado Geral em Madri entrou em contato com os quatro e não teria havido casos de abuso de autoridade. "Não houve reclamação ao Consulado em relação às condições da sala em que ficaram retidos. Desde o primeiro semestre de 2012, Brasil e Espanha estabeleceram mecanismos pelo qual o Consulado Geral em Madri é informado de todos os casos de inadmissão", informou o ministro.

Sala. O grupo foi barrado no domingo, mas só embarcou de volta ontem. Nesse período, os quatro ficaram em uma sala no aeroporto de Barajas. De acordo com Patriota, isso aconteceu porque a companhia aérea usada por eles só opera voos entre Espanha e Brasil três vezes por semana.

Segundo Patriota, o número de brasileiros barrados na Espanha vem caindo desde que o Brasil adotou a reciprocidade e o governo espanhol concordou em negociar as condições nos aeroportos. Em 2011, 1.402 pessoas foram impedidas de entrar na Espanha.

Em 2012, o número passou para 510 e, segundo o ministro, deverá diminuir mais ainda neste ano.

"Desde o início do mecanismo de monitoramento do Consulado Geral em Madri, não identificamos abusos por parte das autoridades migratórias espanholas", afirmou.

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