Barracões da Cidade do Samba ainda apresentam riscos

Fios desencapados, instalações elétricas improvisadas, extintores vencidos ou vazios. Uma semana depois do incêndio que atingiu parte da Cidade do Samba, o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio (Crea-RJ) fez uma vistoria em dois barracões e identificou falhas que mostram que ainda há risco de acidentes. Os problemas foram identificados pelos técnicos da Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes nos barracões da Imperatriz Leopoldinense e do Salgueiro.

Clarissa Thomé, O Estado de S.Paulo

16 Fevereiro 2011 | 00h00

Na avaliação do Crea-RJ, as instalações elétricas estão corretas, com quadros de distribuição adequados, porém, faltam tomadas pelos galpões. "Eles puxam uma extensão que atravessa todo o barracão. E a essa extensão, outros fios são conectados. Fica uma gambiarra no meio do caminho", afirmou o presidente da comissão, Luiz Antônio Cosenza. "Essas emendas de fio no chão estão perto de plástico, tecido, isopor. Uma fagulha de um curto-circuito provoca o incêndio."

Riscos. Também foram identificadas outras irregularidades, como extintores fora das especificações e pessoas fumando durante o trabalho. Nos próximos dias, engenheiros químicos e mecânicos devem voltar à Cidade do Samba para completar a vistoria. A intenção é preparar um relatório apontando as irregulares e propondo soluções para os problemas. As primeiras sugestões são a instalação de tomadas de piso nos corredores entre os carros alegóricos e a manutenção de uma brigada de incêndio 24 horas.

Ontem, o diretor de Carnaval da Liga das Escolas de Samba (Liesa), Elmo José dos Santos, passou a tarde reunido com o engenheiro responsável pela instalação elétrica da Cidade do Samba. Até as 20 horas, a Liesa não atendeu a reportagem.

Demolição. A prefeitura começa hoje o desmonte dos barracões da Grande Rio, Portela e União da Ilha, queimados no dia 7. Serão retirados o telhado e as paredes do segundo andar dos prédios, em uma área de 11,5 mil metros quadrados. Depois que o trabalho for finalizado, nova vistoria vai definir se o primeiro piso será preservado.

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