Barracas de camelôs ilegais terão de sair de Pinheiros

Ação da Prefeitura contra vendedores no Largo da Batata começa em 15 dias

Thalita Pires, do Jornal da Tarde

11 de julho de 2007 | 15h25

O Largo da Batata, em Pinheiros, na zona oeste, o entorno do Mercado de Guaianazes, na zona leste, e a feira da madrugada do Brás, no centro da capital, são os próximos alvos da fiscalização da Prefeitura contra os camelôs irregulares. A informação é do secretário municipal Andrea Matarazzo, da Coordenação das Subprefeituras.Segundo ele, a retirada dos ambulantes ilegais deve começar por Pinheiros e nos próximos 15 dias. "Nosso principal objetivo é tirar das ruas produtos com origem ilegal, além de liberar calçadas e frentes de lojas." A estimativa da Prefeitura é que mil camelôs clandestinos atuem na região.As mesmas medidas já foram aplicadas no Largo 13 de Maio, em Santo Amaro, na zona sul, e Largo da Concórdia, no centro. Nos dois locais, depois da remoção das barracas, o policiamento permanece no local para impedir a volta dos ambulantes. "Teremos a participação das polícias Civil e Militar e da Guarda Civil Metropolitana, que têm sido fundamentais para o sucesso da fiscalização", afirmou Matarazzo.Em Pinheiros, o clima entre os camelôs é de apreensão. Todos, tanto os cadastrados como os ilegais, estão assustados com a notícia. "Até agora, não passou ninguém aqui para avisar o que vai acontecer, se vamos sair ou se teremos que mudar de lugar", disse Murilo Messias da Silva, ambulante que trabalha há 29 anos na região de Pinheiros vendendo bolsas e carteiras.Barraca cadastradaA barraca de Murilo é cadastrada, mas isso não basta para deixá-lo tranqüilo. "E se quiserem colocar a gente na Cunha Gago ( rua próxima ao Largo da Batata), onde não passa ninguém? Como vou conseguir dinheiro para pagar a licença?", questiona. Para manter o TPU (Termo de Permissão de Uso), ele paga uma taxa trimestral de R$ 160.Segundo Matarazzo, 300 barracas têm o TPU no local, mas 258 estão inadimplentes. "Quem está com o TPU em dia e vende mercadoria com origem comprovada pode ficar despreocupado", garantiu.O secretário afirmou ainda que algumas áreas do centro precisam de novas fiscalizações. "Já percebemos que os ambulantes têm voltado para a região da 25 de Março e da XV de Novembro, por exemplo. São locais que em breve terão ações." Não há previsão do início da fiscalização em Guaianazes e no Brás.

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