Paulo Liebert/AE
Paulo Liebert/AE

Barra Funda, na zona oeste, terá parque de 45 mil metros quadrados

Área verde do tamanho do Trianon, na Av. Paulista, será no meio de loteamento residencial e comercial ao lado do Viaduto Pompeia

CAIO DO VALLE, O Estado de S.Paulo

28 Setembro 2012 | 03h09

A Barra Funda, na zona oeste de São Paulo, vai ganhar um parque de 45,9 mil metros quadrados, um pouco menor do que o Trianon, na Paulista. Previsto para abrir em cerca de seis meses, ele terá uma ciclovia com quase 1 quilômetro, pista de cooper e rede de internet sem fio para os visitantes. A área verde está sendo construída no interior de um grande loteamento residencial e comercial, com 30 torres, ao lado do Viaduto Pompeia.

O loteamento está sendo feito no terreno do antigo clube da Telesp. A área do parque já foi transferida para a Prefeitura, que ontem o batizou oficialmente de Jardim das Perdizes.

Vários ipês já foram plantados no local. "A maioria das plantas do parque é de ipês roxos, amarelos e brancos", diz Fabio Villas Bôas, diretor executivo técnico da Tecnisa, empresa responsável pelo empreendimento. "Daqui a uns três anos, já teremos uma arborização interessante."

Também serão instalados bancos, lixeiras, bebedouros, paraciclos e equipamentos de ginástica para a terceira idade.

Tudo está sendo custeado pela própria empresa, que também busca autorização da Prefeitura para cuidar da área por três anos, a partir da inauguração, por meio de termo de cooperação.

Área comum. Villas Bôas afirma que a "adoção" do parque foi voluntária por parte da Tecnisa. "Tínhamos medo de que doando para a Prefeitura esse espaço no meio do nosso empreendimento, se não houvesse interesse imediato em desenvolver o parque, teríamos uma área degradada entre os nossos prédios."

Mas a urbanista Maria Lucia Refinetti Martins, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), alerta que, depois de entregue, o local não pode se tornar um espaço privado, apenas para os condomínios vizinhos. "Se colocarem todos os prédios em volta da área, pode acabar fechando, apesar de dizerem que é público."

Maria Lucia também diz que a transferência de uma parte da área para a Prefeitura não era nada mais do que obrigação da empresa, conforme a legislação.

Trânsito. Outro ponto que deve ser considerado, segundo a urbanista, é o impacto no trânsito. O executivo Villas Bôas garante que a fluidez na Avenida Marquês de São Vicente e no Viaduto Pompeia vai melhorar com as ruas do loteamento, que serão públicas. "Haverá uma enorme permeabilidade na região, que não existia antes com o terreno fechado." Ele diz que a Prefeitura construirá uma rotatória sob o viaduto, para facilitar o trânsito para o empreendimento. Os estudos sobre o traçado das vias no loteamento foram feitos em conjunto com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

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