Bar é roubado após saída de Spike Lee

Cineasta americano havia se reunido no local momentos antes com Romário e José Dirceu

VANNILDO MENDES / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

27 Abril 2012 | 03h09

A onda de violência em Brasília quase atingiu o cineasta americano Spike Lee e outras personalidades, como o deputado federal Romário (PSB-RJ) e o ex-ministro José Dirceu, que o acompanhavam a uma confraternização no bar Mercado Municipal, na Asa Sul.

Na madrugada de ontem, dois assaltantes armados invadiram o bar, fizeram três vítimas na entrada e foram embora sem se dar conta de que no piso superior estavam os vips.

Lee está no País filmando seu longa Go Brazil Go! (Vai Brasil, Vai) e se retirou do bar antes do assalto. O mesmo ocorreu com Romário. Dirceu, o deputado Vicente Cândido (PT-SP), relator da Lei Geral da Copa, o escritor Fernando Moraes e o jornalista Ricardo Kotscho eram os poucos que continuavam por lá.

Os bandidos levaram celulares, bolsas e carteiras das vítimas do térreo, além de R$ 20 em dinheiro. Fugiram em seguida. A polícia pediu imagens do circuito interno para a investigação.

Crime da moda. Pela internet, Romário avisou que nada viu e negou que o governador Agnelo Queiroz (PT) estivesse no evento. O episódio, porém, constrange o petista, porque, importada de São Paulo, Rio e outras metrópoles, a modalidade de arrastão em bares vem se alastrando por Brasília.

Na mais grave ação, o servidor do Banco Central Saulo Batista Jansen, de 31 anos, foi morto com um tiro no peito no dia 6, na frente da mulher e dos filhos.

Até recentemente, o Plano Piloto era visto como uma fortaleza. A realidade mudou na última década. Um dos tipos de crimes que mais crescem nas estatísticas da violência é o de roubo em comércio, que inclui arrastão em bar. Foram 797 roubos nos dois primeiros meses deste ano, contra 670 em igual período de 2011 - crescimento de 5,4%.

Circuito. Lee cumpriu roteiro de celebridade: conheceu artistas e políticos, conseguiu encontro com a presidente Dilma Rousseff. O Estado o seguiu anteontem no Palácio do Planalto, no Museu da República e no bar do Mercado Municipal, de onde, assim como Lee, a reportagem saiu antes de os bandidos agirem.

Ao ser abordado, ele foi educado - não deu entrevista, mas autografou o DVD de A Última Noite, um de seus melhores filmes. Escreveu a palavra peace - paz, em inglês. / COLABOROU RAFAEL MORAES MOURA

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.