Evelson de Freitas/AE
Evelson de Freitas/AE

Bar de 1933 criou lanche de mortadela

Hoje grife paulistana, sanduíche ganhou fama com recheio aumentado

Diego Zanchetta, O Estado de S.Paulo

11 Julho 2012 | 18h25

A grife do lanche de mortadela do Mercado Municipal de São Paulo se irradiou País afora a partir de um pequeno bar aberto no local em 1933 por imigrantes portugueses da família Loureiro.

Representante da terceira geração que serve o lanche no balcão do Bar do Mané, Marco Antonio Loureiro, de 55 anos, lembra que o sucesso gourmet do sanduíche, hoje vendido em outras barracas do Mercadão, chegou quase meio século após a inauguração do negócio. "Quando eu era menino e ajudava meu avô Jeremias lavando os copos da cozinha, o lanche não tinha essa badalação toda", recorda.

Na verdade, segundo Loureiro, o lanche que hoje leva 200 gramas de mortadela tinha fama de ter pouco recheio até o começo da década de 1970. "De tanto um cliente reclamar que vinha pouca mortadela , meu pai passou a pôr bastante recheio", lembra o herdeiro.

O agrado ao cliente revoltado deu certo. No dia 10 de julho de 1979, um guia do Estado falava pela primeira vez no lanche, em matéria de página inteira. "O lanche de mortadela dá fama ao boteco", informava o texto.

A fama se consolidou em 1995, quando o bar apareceu na novela A Próxima Vítima , da TV Globo.

Hoje o lanche de mortadela do Mercadão é copiado por bares de outros Estados como um dos símbolos da tradição de São Paulo.

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