Bando invade prédio e assalta moradores em Moema

Assaltantes roubaram joias e dinheiro em um condomínio de luxo na Avenida Divino Salvador; ataque ocorreu às 7 horas

Luiz Fernando Toledo, O Estado de S. Paulo

22 de setembro de 2015 | 11h08

Atualizada às 14h35

SÃO PAULO - Um condomínio de luxo em Moema, na zona sul de São Paulo, foi invadido por suspeitos na manhã desta terça-feira, 22. A Polícia Militar recebeu o chamado de uma das vítimas por volta das 8h25. 

Segundo a Polícia Militar, o ataque ocorreu às 7 horas desta terça-feira no condomínio Edifício Classic, na Avenida Divino Salvador, número 799. O bando roubou joias e dinheiro dos moradores do condomínio. Segundo o porteiro do prédio, Dirceu Marin, de 56 anos, que foi rendido enquanto os assaltantes faziam um arrastão, cinco apartamentos foram roubados.

Marin disse que chegou pra substituir um funcionário do plantão da noite, por volta das 6h. "Me empurraram com arma na cabeça e anunciaram o assalto", disse. Enquanto Marin era rendido na entrada do prédio, o outro porteiro, do plantão noturno, também foi abordado pelos assaltantes, quando entregava jornais nos apartamentos. 

Ele teve de acompanhar os ladrões no arrastão. Os moradores foram feitos reféns na garagem do prédio, onde ficaram amarrados. Não houve arrombamento nas portas. Ao sair, os bandidos levaram também um aparelho que guardava os registros das câmeras de segurança do prédio. 

"Acho que tinha um ou dois no carro lá fora, um carro prata. Fiquei por 2 horas e 20 minutos sob a mira da arma. Eles fizeram arrastão em mais ou menos cinco apartamentos".

Um delegado do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) está no local para ouvir os moradores. A Polícia Militar não soube informar se os suspeitos foram detidos. O caso será investigado pelo 27º DP (Campo Belo).

Vítima. A pedagoga Rosana Leopoldo e Silva, de 50 anos, contou que viu um dos bandidos pela primeira vez já dentro de seu apartamento. O homem rendeu o filho dela, de 21 anos, no térreo, e o obrigou a levá-lo ao local. Ela ainda estava de camisola no momento, e pensou se tratar de um amigo do menino. "Ele disse ao meu filho que atiraria em mim se ele reagisse", contou ela. O menino levou um soco no elevador ao dizer que não tinha dinheiro, mas não ficou ferido.

A outra filha da vítima, de 18 anos, já estava na garagem com comparsas do ladrão. "Perguntei imediatamente por ela, mas disseram que ninguém se machucaria, só pegariam as coisas e iriam embora", disse. Rosana não soube precisar quanto foi roubado.

'amadores'. De acordo com a pedagoga, os bandidos pareciam "amadores". "Só levaram joia, euros e dólares, mas também muitas bijuterias e qualquer outra coisa dourada. Até alça de bolsa eles queriam pegar", contou. 

O ladrão revirou o quarto da pedagoga e, em seguida, a conduziu junto com filho à garagem, onde estavam os outros moradores assaltados. Outros cômodos sequer foram vistoriados.

Segundo a moradora, o local já estava com mais de 20 pessoas enfileiradas, todas amarradas com uma espécie de lacre feito de plástico. Eles ficaram reféns de um dos bandidos, armado, por cerca de duas horas. Por volta das 9h, os ladrões abandonaram o local em um veículo prata. As vítimas se soltaram sozinhas e ligaram para a polícia em seguida. 

Apesar do susto, Rosana disse que retomou as atividades assim que o conflito se encerrou. "Minha filha tinha prova e eu precisei levá-la para a faculdade correndo", contou. Por volta das 11h, um parente da vítima foi ao local para levar comida. O filho de Rosana foi ao Deic prestar depoimento.

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